Palavras de Vida Eterna


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sábado, 31 de julho de 2021

Contemplando a Deus

Deus é, primeiramente, um Ser incompreensível, e, encantados e absortos ante a Sua grandeza infinita, vemo-nos constrangidos a adotar as palavras de Sofar: 'Porventura alcançarás os caminhos de Deus ou chegarás à perfeição do Todo-Poderoso? Como as alturas dos céus é a sua sabedoria; que poderás tu fazer? Mais profunda é ela do que o inferno; que poderás tu saber? Mais comprida é a sua medida do que a terra, e mais larga do que o mar' (Jó 11:7-9). Quando volvemos os nossos pensamentos para a eternidade de Deus. Sua imaterialidade, Sua onipresença, Sua onipotência, vemos que todas elas transcendem nossas mentes.

Mas a incompreensibilidade da natureza divina não é razão para desistirmos da pesquisa reverente e da luta em oração para apreender o que Ele de Si mesmo revelou por Sua graça em Sua Palavra. Dado que somos incapazes de adquirir conhecimento perfeito, seria insensato dizer que, portanto, não faremos nenhum esforço para conseguir qualquer proporção dEle. Com acerto se tem dito que 'nada alargará tanto o intelecto, nada engrandecerá tanto a alma do homem, como uma investigação devota, zelosa e continuada do grande tema da Deidade. O mais excelente estudo para a expansão da alma é a ciência de Cristo, e Este crucificado, e o conhecimento do Ser divino na Trindade gloriosa' (C. H. Spurgeon). Para citar um pouco mais o príncipe dos pregadores: 'O estudo próprio do cristão é o da Deidade. A mais alta ciência, a mais elevada especulação, a mais vigorosa filosofia, com o poder de empolgar a atenção de um filho de Deus, é o nome, a natureza, a pessoa, os feitos e a existência do grande Deus, a Quem ele chama seu Pai. Na contemplação da Deidade há algo capaz de comunicar sumo progresso à mente. É um assunto tão vasto que todos os nossos pensamentos se perdem em sua imensidade; tão profundo que o nosso orgulho se submerge em sua infinidade. Outros assuntos podemos compreender e tentar assimilar; neles sentimos uma espécie de satisfação própria, e seguimos nosso caminho pensando: 'Vejam como sou sábio!' Mas quando chegamos a este assunto magistral, vendo que a nossa sonda não consegue sondar a sua profundidade e que o nosso olho de águia não consegue ver a sua altura, vamos embora pensando: 'Eu sou de ontem apenas, e nada sei' (Sermão sobre Malaquias 3:6).

Sim, a incompreensibilidade da natureza divina deveria ensinar-nos humildade, cautela e reverência. Após todas as nossas pesquisas e meditações, temos que dizer com Jó: 'Eis que isto são apenas as orlas dos Seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dEle!...' (Jó 26:14). Quando Moisés implorou ao Senhor por uma visão da Sua glória, Ele respondeu-lhe: '. . . apregoarei o nome do Senhor diante de ti...' (Êxodo 33:19), e, como já se disse, 'o nome é a coleção dos Seus atributos'. Acertadamente o puritano John Howe declarou: 'Portanto, a noção que podemos formar da Sua glória é apenas como a que podemos ter de uma obra volumosa comparada com uma breve sinopse, ou de uma espaçosa região comparada com uma pequena vista panorâmica. Ele nos dá aqui um fiel relato de Si mesmo, mas não completo; o bastante para garantir — graças à orientação que por ele nos vem — que a nossa compreensão fique livre de erro, mas não de ignorância. Podemos aplicar as nossas mentes à contemplação das diversas perfeições pelas quais o Deus bendito nos revela o Seu ser, e em nossos pensamentos podemos atribuí-las todas a Ele, apesar de só termos ainda fraca e defeituosa concepção de cada uma delas. Todavia, na medida em que a nossa compreensão corresponda à revelação que Ele nos dá das Suas várias excelências, temos uma apropriada visão da Sua glória'.

Como é realmente grande a diferença entre o conhecimento de Deus que os Seus santos têm nesta vida e aquele que eles terão no céu! Contudo, como o primeiro não deve ser menosprezado por ser imperfeito, o último não deve ser engrandecido acima da realidade. Certo, as Escrituras declaram que então veremos 'face a face' e conheceremos como somos conhecidos (1 Coríntios 13:12), mas inferir disto que conheceremos então a Deus tão completamente como Ele nos conhece é deixar-nos iludir pelos simples sons das palavras e não atentar para a restrição delas, restrição que o assunto exige necessariamente. Há uma imensa diferença entre serem glorificados os santos e serem eles divinizados. No seu estado glorificado, os cristãos continuarão sendo criaturas finitas, e, portanto, nunca serão capazes de compreender plenamente o Deus infinito.'

'Os santos no céu verão a Deus com os olhos da mente, pois Ele sempre será invisível aos olhos do corpo; e O verão mais claramente do que poderiam vendo-O pela razão e pela fé, e mais extensamente que tudo que as Suas obras e dispensações dEle revelaram até então; mas as suas mentes não serão aumentadas a ponto de poderem contemplar de uma vez, ou minuciosamente, a excelência completa da Sua natureza. Para compreenderem a perfeição infinita, eles próprios teriam que se tornar infinitos.

Mesmo no céu, o seu conhecimento será parcial, mas ao mesmo tempo a sua felicidade será completa, porque o seu conhecimento será perfeito neste sentido: será adequado à capacidade do sujeito, sem todavia exaurir a plenitude do objeto. Cremos que será progressivo e que, à medida que se lhes amplie a visão, sua bem-aventurança aumentará; nunca, porém, chegará a um limite além do qual não haja mais nada para ser descoberto; e depois de se terem passado eras e mais eras, Ele continuará sendo o Deus incompreensível' (John Dick,  1840).

Segundo, um exame das perfeições de Deus mostrará que Ele é um Ser absolutamente suficiente. É o em Si e para Si mesmo. Como o primeiro dos seres, Ele não precisa receber nada de outrem, nem pode ser limitado pelo poder de ninguém. Sendo infinito, possui todas as perfeições possíveis. Quando o Deus triúno existia totalmente só, Ele era tudo para Si próprio. Seu entendimento, Seu amor, Suas energias encontravam nEle mesmo um objeto adequado. Se tivesse necessidade de alguma coisa externa, não seria independente e, portanto, não seria Deus. Ele criou todas as coisas, e isso 'para Ele' (Colossenses 1:16); todavia, não para preencher alguma lacuna, mas para poder comunicar vida e felicidade a anjos e homens e permitir-lhes a visão da Sua glória. É certo que Ele exige a lealdade e os serviços de Suas criaturas dotadas de inteligência, mas não extrai benefício algum das suas funções; toda a vantagem redunda em favor delas mesmas: Jó 22:2-3. Ele faz uso de meios e instrumentos para realizar os Seus fins; não, porém, por deficiência de poder, mas muitas vezes para demonstrar mais extraordinariamente o Seu poder através da fragilidade dos instrumentos.

A absoluta suficiência de Deus faz dEle o objeto supremo, que sempre se há de buscar. A verdadeira felicidade consiste unicamente em fruir a Deus. Seu favor é vida, e Sua amorável bondade é mais que a vida. 'A minha porção é o Senhor, diz a minha alma; portanto esperarei nele' (Lamentações 3:24). As nossas percepções do Seu amor, da Sua graça, da Sua glória, são os principais objetos do desejo dos santos e os mananciais da sua mais elevada satisfação. 'Muitos dizem: quem nos mostrará o bem? Senhor, exalta sobre nós a luz do teu rosto. Puseste alegria. no meu coração, mais do que no tempo em que se multiplicaram o seu trigo e o seu vinho' (Salmo 4:6-7). Sim, o cristão, quando em são juízo, pode dizer: 'Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas: todavia eu me alegrarei no Senhor; exultarei no Deus da minha salvação' (Habacuque 3:17-18).

Terceiro, ao se fazer um exame das perfeições de Deus, vê-se que Ele é o Soberano Supremo do universo. Tem-se dito com acerto que: 'Nenhum domínio é tão absoluto como o que se funda na criação. Aquele que bem podia não ter feito coisa alguma, tinha o direito de fazer todas as coisas de acordo com o Seu beneplácito. No exercício do Seu poder indomável, Ele fez algumas partes da criação simples matéria inanimada, de textura mais grosseira ou mais refinada, e distinguida por qualidades diferentes, mas sempre matéria inerte e inconsciente. Ele deu organização a outras partes, e as fez suscetíveis de crescimento e expansão, mas ainda destituídas de vida no sentido próprio do termo. A outras não só deu organização, mas também vida consciente, os órgãos dos sentidos, e energia para auto-motivação. A estas Ele acrescentou, no homem, o dom da razão e um espírito imortal, pelos quais o homem se junta a uma ordem mais elevada de seres localizados nas regiões superiores. Sobre o mundo que criou, Ele empunha o cetro da onipotência. '... eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é um domínio sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes? — Daniel 4:34-35' (John Dick).

Uma criatura, como tal considerada, não tem direitos. Nada pode exigir do seu Criador; e, seja qual for a maneira como é tratada, não lhe compete queixar-se. Contudo, quando pensamos no absoluto domínio de Deus sobre todas as coisas e sobre todos os seres, não devemos perder de vista as Suas perfeições morais. Deus é justo e bom, e sempre faz o que é reto. Não obstante, Ele exerce o Seu domínio de acordo com o beneplácito da Sua vontade soberana e justa. Atribui a cada criatura o lugar que aos Seus olhos parece bom. Ordena as diferentes circunstâncias relacionadas com cada criatura de acordo com os Seus conselhos.

Modela cada vaso segundo a Sua determinação independente de toda e qualquer influência. Tem misericórdia de quem Ele quer ter misericórdia, e endurece a quem Lhe apraz. Onde quer que estejamos, Seus olhos estão sobre nós. Quem quer que sejamos, nossa vida e tudo mais está à disposição dEle. Para o cristão, Ele é um Pai amoroso e gentil; para o pecador rebelde, Ele continuará sendo fogo consumidor. 'Ora ao Rei dos séculos, imortal, invisível, ao único Deus seja honra e glória para todo o sempre. Amém' (1 Timóteo 1:17).

Autor: Arthur W.Pink
Extraído do Livro - Atributos de Deus, Capítulo 17.


quarta-feira, 26 de junho de 2019

Culto Familiar

Existem algumas ordenanças exteriores importantes e meios de graça que são claramente sugeridos na Palavra de Deus, porém, para o exercício delas nós temos poucos, se é que há alguns, preceitos claros e positivos; antes, fica ao nosso encargo ajuntá-los do exemplo de homens santos e de várias circunstâncias acidentais. Uma importante conclusão é respondida por este arranjo: a provação é assim produzida pela condição dos nossos corações. Ela serve para tornar evidente se, pelo fato de um mandamento claro não poder ser obedecido no tocante ao seu cumprimento, os cristãos professos negligenciarão uma obrigação claramente inferida. Assim, mais da real condição das nossas mentes é descoberta e se torna manifesto se temos ou não um ardente amor por Deus e ao Seu serviço. Isso vale tanto para a vida pública quanto para o culto familiar. Todavia, de modo nenhum é difícil provar a obrigação da piedade doméstica.

Consideremos primeiro o exemplo de Abraão, o pai dos fiéis e o amigo de Deus. Foi por causa da sua piedade doméstica que ele recebeu a benção do próprio Jeová. “Porque Eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça;” (Gn 18:19a). O patriarca esta aqui sendo recomendado a instruir seus filhos e servos no mais importante de todos os deveres, “o caminho do Senhor” – a verdade a respeito da Sua gloriosa pessoa. Suas reivindicações sobre nós, Seus requisitos sobre nós. Note bem as palavras “a fim de que ele ordene” então; é isto, ele deveria utilizar a autoridade que Deus havia dado a ele como pai e cabeça de sua casa, para se fazer cumprir os deveres de uma família piedosa. Abraão também orou, bem como instrui sua família: aonde quer que ele armou a sua tenda, ali ele “edificou um altar ao Senhor” (Gn 12;7; Gn 13:4). Agora meus leitores, nós bem que devemos questionar a nós mesmos: Nós somos a “descendência de Abraão” (Gálatas 3:29) se nós “não praticarmos as obras de Abraão” (João 8:39) e negligenciamos a importância e os deveres do culto familiar?

Os exemplos de outros homens santos são semelhantes ao de Abraão. Consideremos a determinação piedosa de Josué que declarou a Israel, “Porém eu e a minha casa serviremos ao Senhor.” Josué 24:15b . Nem mesmo a posição elevada que possuía, nem a pressão dos deveres públicos que estavam sobre ele diante de uma multidão, afastarão a sua atenção do bem estar espiritual de sua família. A respeito de Davi; quando ele trouxe a arca de Deus de volta a Jerusalém com alegria e ações de graça, após cumprir os seus deveres públicos, “voltou para abençoar a sua casa” (2 Sm 6:20). Em adição à esses famosos exemplos devemos mencionar o exemplo de Jó; em Jó 1:5 e de Daniel, Daniel 6:10. Nos limitando apenas a um exemplo no Novo Testamento; Timóteo, que foi educado em um lar piedoso. Paulo pede para que ele se lembre “da fé sem fingimento” que havia nele, e adiciona, “que habitou primeiro em sua avó Loide e em sua mãe Eunice”. (2Tm 1:5) É algo maravilhoso o que Paulo pôde dizer “desde a infância sabes as Sagradas Escrituras” (2 Tm 3:15).

Por outro lado, nós devemos observar quão temíveis ameaças são pronunciadas contra aqueles que negligenciam esse dever. Gostaríamos de saber quantos de nossos leitores têm considerado seriamente essas solenes palavras.”Derrama a Tua fúria sobre as nações que não Te conhecem, e sobre as famílias que não invocam o Teu nome” (Jr 10:25)! Quão inefavelmente solene é encontrar estas famílias negligentes aqui juntas com aqueles que não conhecem ao Senhor. Será que isso nos surpreende? Porque há muitas famílias pagãs que se reúnem em adoração a falsos deuses, não estão eles colocando em vergonha milhares de Cristãos professos? Observe também que Jeremias 10:25 registra uma maldição sobre ambos: “Derrama a Tua fúria sobre...” Quão em alta voz deveria soar a nós essas palavras. Não é suficiente que nós oremos e adoremos em secreto como indivíduos, devemos também igualmente honrar a Deus em nossas famílias. Ao menos duas vezes a cada dia – na parte da manhã e a noite – todos os membros das famílias devem se reunir e se prostrarem diante do Senhor – pais e filhos, senhores e servos – confessarem seus pecados, agradecerem a Deus por Sua misericórdia, buscar o Seu auxílio e Sua bênção. Nada deve nos impedir de cumprir esse dever: todos os outros deveres domésticos estão abaixo deste. O cabeça da casa é o único que pode liderar esta devoção, mas se ele estiver ausente, ou seriamente doente, ou se for incrédulo, então a esposa deve tomar o seu lugar. Sob nenhuma circunstância o culto familiar deve ser omitido. Se vamos desfrutar da benção de Deus sobre nossas famílias então vamos juntos, como membros da família, diariamente, para oramos e O adorar. “Eu honrarei aos que Me honrarem” (1Sm 2:30) é Sua promessa.

Um antigo escritor disse bem: "Uma família sem orações é como uma casa sem telhado, aberta e exposta a todas as tempestades do céu." Todo o conforto de nossos lares durante o tempo passageiro que vivemos é fruto da misericórdia e bondade do Senhor, e o melhor que podemos fazer em resposta é reconhecermos juntos com gratidão, Sua bondade para conosco como família. Desculpas contra o cumprimento desses deveres sagrados são inúteis e sem valor. De que servirá quando prestarmos contas a Deus pela mordomia de nossas famílias dizer que não tivemos tempo disponível, trabalhando duro desde a manhã até o anoitecer? Quanto mais urgentes as nossas obrigações temporais, maior a nossa necessidade de buscar socorro espiritual. Nenhum cristão pode alegar que não está qualificado para tal obra: Dons e talentos são desenvolvidos com o uso e não pela negligência.

O culto familiar deve ser conduzido com reverência, seriedade e simplicidade. Assim as crianças irão receber suas primeiras impressões e formar suas concepções iniciais a respeito do Senhor Deus. Deve se tomar um grande cuidado para não apresentar-lhes uma ideia falsa a respeito do caráter Divino, por isso deve se preservar um equilíbrio que reside entre Sua transcendência e eminência, Sua santidade e Sua misericórdia, Sua justiça e Sua graça. O culto deve começar com poucas palavras de oração invocando a presença e a benção de Deus. Uma leitura curta de Sua palavra deve vir em seguida, com um breve comentário sobre a mesma. Dois ou três versos de um Salmo pode ser cantado. Encerre com uma oração de entrega às mãos de Deus. Podemos não ser capazes de orar com eloquência mas devemos ser sinceros. As orações predominantes devem ser breves. Tenho cuidado para não cansar os mais jovens.

As vantagens e as bênçãos do culto familiar são incalculáveis. Primeiro, o culto familiar irá livrar-nos de muitos pecados. Traz temor à alma, nos dá compreensão da majestade e autoridade de Deus, ensina verdades solenes à mente, traz dádivas do alto, de Deus até a nossa casa. A piedade pessoal no lar é a maior das influências, abaixo de Deus, em transmitir a piedade aos mais pequenos. Crianças são criaturas que imitam em grande medida, amam copiar o que veem nos outros. “Ele estabeleceu um testemunho em Jacó, e instituiu uma lei em Israel, e ordenou a nossos pais que os transmitissem a seus filhos, a fim de que a nova geração os conhecesse, filhos que ainda hão de nascer se levantassem e por sua vez os referissem aos seus descendentes; para que pusessem em Deus a sua confiança e não se esquecessem dos feitos de Deus, mas lhe observassem os mandamentos;” Salmos 78:5 a 7. Quanto da terrível condição moral e espiritual das massas hoje pode ser identificado devido à negligência de seus pais no cumprir estes deveres? Como podem esses que negligenciam o culto a Deus em suas famílias buscarem por paz e conforto em seus lares? O culto familiar diário em nosso lares é um abençoado meio de graça para dissipar essas infelizes paixões pelas quais a natureza que nos é comum está sujeita. Finalmente, o culto familiar traz a nós a presença e benção do Senhor. Há uma promessa de Sua presença que tem uma aplicação peculiar no cumprimento deste dever: veja Mateus 18:19 e 20. Muitos com maior eficiência tem encontrado no culto familiar o socorro e a comunhão com Deus do que o encontrado em suas orações em secreto.

Autor: A.W. Pink

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