Palavras de Vida Eterna
terça-feira, 15 de junho de 2021
O Senhor Mesmo Descerá dos Céus, Romeu Bornelli
terça-feira, 11 de maio de 2021
Diminuir-me Face aos Seus Desígnios
“Convém que ele cresça e que eu diminua.” – João 3.30.
Se você se tornar indispensável a outra pessoa estará fora do plano de Deus. Como obreiro, sua grande responsabilidade é a de ser amigo do Noivo. Quando você vir uma pessoa começando a se conscientizar das reivindicações de Jesus Cristo, saberá que a influência que exerceu sobre ela estava certa; e, em vez de estender a mão para poupar-lhes dificuldades, ore para que elas se tornem dez vezes mais fortes, até que não haja mais nenhum poder nem na terra nem no inferno capaz de manter essa pessoa longe de Jesus Cristo. Muitas vezes queremos tomar o lugar de Deus, interferimos e impedimos que Ele opere; dizemos: “Isto não pode acontecer.” Em vez de nos mostrarmos amigos do noivo, nossa compaixão acaba-se tornando empecilho, e aquela pessoa poderá um dia dizer: “Fulano foi um ladrão; roubou minha afeição por Jesus e eu perdi a visão que tinha Dele.”
Cuidado para não se regozijar com alguém por motivo errado; procure regozijar-se pelo motivo certo. “O amigo do noivo... muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim. Convém que Ele cresça e que diminua.” Isto é dito com alegria e não com tristeza --- finalmente eles verão o noivo! E João diz que essa é a sua grande alegria. É o total desaparecimento do obreiro, que nunca mais tornará a ser lembrado.
Fique bastante atento para ouvir a voz do noivo na vida de alguém. Não importa que confusões, que transtornos, que declínios de saúde ela possa acarretar; assim que ouvir a voz Dele, regozije-se com divina alegria. Muitas vezes, você poderá ver Jesus Cristo destroçar uma vida antes de salvá-la (cf. Mt 10.34).
Autor: Oswald Chambers
Extraído do Livro Tudo para Ele. Lição do dia 24 de Março.
terça-feira, 30 de março de 2021
Conselhos para Líderes na Casa de Deus
Aprendam a amar os outros, a pensar no bem deles, a ter cuidado por eles, a negar-se a si próprios por causa deles e a dar a eles tudo o que têm. Se alguém não consegue negar-se a si próprio em beneficio dos outros, ser-lhe-á impossível conduzir alguém no caminho espiritual. Aprendam a dar aos outros o que você tem, ainda que se sinta como se nada tivesse. Então o Senhor começará a derramar-lhe a Sua bênção. (1)
A força interior de um líder deveria equivaler à sua força exterior. Esforços em demasia, avanços desnecessários, inquietações, apertos, tensões, falta no transbordar, planos humanos e avanços na frente do Senhor, são todas as coisas que não devem ocorrer. Se alguém está cheio de abundância em seu interior, tudo o que emana dele é como o fluir de correntes de águas, e não existem esforços demasiados de sua parte. É preciso ser de fato um homem espiritual, e não simplesmente se comportar como um. (2)
Ao fazer a obra de Deus aprenda a ouvir os outros. O ensinamento de Atos 15 consiste em ouvir, isto é, ouvir o ponto de vista de outros irmãos porque o Espírito Santo poderá falar por meio deles. Seja cuidadoso, pois ao recusar ouvir a voz dos irmãos, você poderá estar deixando de ouvir a voz do Espírito Santo. Todos aqueles envolvidos em liderança devem assentar-se para ouvi-los. Dê a eles oportunidades ilimitadas de falar. Seja gentil, seja alguém quebrantado e esteja pronto para ouvir. (3)
O problema de muitos líderes é não estarem quebrantados. Pode ser que tenham ouvido muito, a respeito de serem 'quebrantados' porém não possuem revelação dessa verdade. Se alguém está quebrantado, não tentará chegar as suas próprias decisões no que toca a questões importantes ou aos ensinamentos, não dirá que é capaz de compreender as pessoas ou de fazer coisas, não ousará tomar para si a autoridade ou impor a sua própria autoridade sobre os outros, nem aventurar-se-á a criticar os irmãos ou tratá-los com presunção. Um irmão quebrantado não tentará auto defender-se nem remoer-se por algo que ficou para traz. (4)
Não deve existir nas reuniões nenhuma tensão, tampouco na Igreja. Com respeito às coisas da Igreja aprenda a não fazer tudo você mesmo. Distribua as tarefas entre os outros e os leve a aprender a usar suas próprias capacidades de executar. Em primeiro lugar, você deve expor-lhes resumidamente os princípios fundamentais a seguir e depois se certificar de que agiram de acordo. É um erro você fazer muita coisa. Evite também aparecer demais na reunião, caso contrário os irmãos poderão ter a sensação de que você está fazendo tudo sozinho. Aprenda a ter confiança nos irmãos e a distribuí-la entre eles. (5)
O Espírito de Deus não pode ser coagido na Igreja. Você precisa ser submisso a Ele pois, caso contrário, quando Ele cessar de ungi-lo a Igreja se sentirá cansada ou até mesmo enfadada. Se o meu espírito estiver forte em Deus, ele alcançará e tomará a audiência em dez minutos; se estiver fraco não adiantará gritar palavras estrondosas ou gastar um tempo mais longo, o que inclusive com certeza será prejudicial. (6)
Ao pregar uma mensagem, não a faça demasiadamente longa ou trabalhada, caso contrário o espírito dos santos sentir-se-á enfadado. Não inclua pensamentos superficiais ou afirmações rasteiras no conteúdo da mensagem; evite exemplos infantis, bem como raciocínios passíveis de serem considerados pelas pessoas como infantis. Aprenda concluir o ponto alto da mensagem dentro de um período de meia hora. Não imagine que, o fato de estar gostando de sua própria mensagem, significa que as suas palavras são necessariamente de Deus. (7)
Uma tentação com que frequentemente nos deparamos numa reunião de oração é querer liberar uma mensagem ou falar por tempo demasiado. Uma reunião de oração deve ser consagrada a oração, muito falatório levará à sensação, de sentir-se pesado, com o que a reunião se tornará um fracasso. (8)
Os obreiros precisam aprender muito, antes de assumirem uma posição onde tenham de lidar com problemas ou com pessoas. Com um aprendizado inadequado, um conhecimento insuficiente, um quebrantamento incompleto e um juízo não digno de confiança, serão incompetentes para lidar com os outros. Não tire conclusões precipitadas; mesmo quando se está prestes a fazer algo deve-se fazê-lo com temor e tremor. Nunca trate com leviandade as coisas espirituais. Pondere as no coração. (9)
Aprenda a não confiar unicamente em seus próprios juízos. Aquilo que consideras correto pode ser errado e aquilo que consideras errado pode ser correto. Se alguém está determinado a aprender com humildade, levará, com certeza, alguns poucos anos para terminar de fazê-lo. Portanto, por enquanto, você não deve confiar demasiadamente em si mesmo ou estar muito seguro a respeito, do seu modo de pensar. (10)
É perigoso para as pessoas da Igreja seguirem as suas decisões antes de você ter atingido o estado de maturidade. O Senhor operará em você para tratar seus pensamentos e para quebrantá-lo antes que você possa compreender a vontade de Deus e ser definitivamente ‘autoridade de Deus' - A autoridade se baseia no conhecimento da vontade de Deus. Onde não estiver sendo manifestado a vontade e o propósito de Deus, ali não há autoridade de Deus. (11)
A capacidade de um servo de Deus com certeza será expandida porém pelo mesmo Deus que o capacitou. Descanse em Deus, ame-o de todo o coração. Jesus disse 'sem mim nada podereis fazer'. A autoridade necessária para o desempenho do ministério é fruto de nosso relacionamento. Nunca olhe para dentro de você mesmo pois isso poderia desanimá-lo, porem, jamais abra mão da:
- Intimidade com Deus, e
- O conselho dos sábios que Deus colocou na Igreja.
'Não fostes vós que me escolhestes, porém Eu vos escolhi a vós e vos designei para que vades e deis frutos e o vosso fruto permaneça afim de que tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome Ele vos conceda' Jo 15:16.
Autor: Watchman Nee
Extraído do livro 'O Testemunho de Watchman Nee' - são partes de uma carta escrita em 10/03/1950 durante o período de vinte anos em que permaneceu preso pelo Regime Comunista Chinês.
quinta-feira, 25 de março de 2021
A Rebeldia no Homem
As armas com as quais lutamos não são humanas: ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo. E estaremos prontos para punir todo ato de desobediência, uma vez estando completa a obediência de vocês. (2 Coríntios 10.46)
O Elo entre o Raciocínio e o Pensamento
O homem manifesta sua rebeldia não apenas em palavras e raciocínio, mas também em pensamentos. Palavras rebeldes brotam do raciocínio rebelde, e o pensamento, por sua vez, trama o raciocínio. Portanto, o pensamento é o fator central na rebeldia. Uma das mais importantes passagens da Bíblia é 2 Coríntios 10.4-6, porque, nesses versículos, destaca-se a área da vida do homem na qual se exige obediência a Cristo. O versículo 5 diz”[...] levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo”. Isso dá a entender que a rebeldia do homem se encontra basicamente no pensamento.
Paulo menciona que devemos destruir argumentações e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus. O homem gosta de edificar raciocínios como fortalezas à volta de seu pensamento, mas tais raciocínios devem ser destruídos, e o pensamento deve ser levado cativo. As argumentações devem ser deixadas de lado, mas o pensamento deve ser reconduzido. Na guerra espiritual, as fortalezas devem ser tomadas de assalto para que o pensamento seja levado cativo. Se as argumentações não forem descartadas, não há como reconduzir o pensamento do homem à obediência de Cristo.
A palavra “pretensão”, no versículo 5, significa “edifício alto” no original. Do ponto de vista de Deus, as argumentações humanas são como um arranha-céu, pois obstrui o conhecimento de Deus. Logo que o homem começa a raciocinar, seus pensamentos ficam sitiados, e ele perde a liberdade de obedecer a Deus, uma vez que a obediência é uma questão de pensamento. A razão expressa-se externamente em palavras, mas, quando as argumentações se escondem no interior do ser humano, cercam o pensamento e o paralisam, para que não obedeça. O hábito de argumentar é tão sério que não pode ser resolvido sem uma batalha.
Mas Paulo usou a razão para lutar contra a razão. A inclinação mental para argumentar deve ser derrotada com armas espirituais, isto é, o poder de Deus. É Deus que luta contra nós, pois nos tornamos seu inimigo. Nosso hábito mental de argumentar é algo que herdamos da árvore do conhecimento do bem e do mal. Mas como são poucos os que percebem quantos transtornos nossa mente cria para Deus! Satanás emprega toda sorte de argumentações para nos escravizar, a fim de que nos tornemos inimigos de Deus em vez de submissos a Ele.
O texto de Gêneses 3 exemplifica 2 Coríntios 10. Satanás argumentou com Eva, e Eva, percebendo que a árvore era boa para alimento, reagiu com argumentação. Ela não deu ouvido a Deus, pois tinha suas razões. Quando o raciocínio aparece, o pensamento do homem cai em uma armadilha. O raciocínio e o pensamento estão totalmente ligados; o primeiro tende a derrotar o segundo. E, quando o pensamento é levado cativo, o homem encontra-se impossibilitado de obedecer a Cristo. Portanto, podemos concluir que, se realmente desejamos obedecer a Deus, devemos saber como a autoridade Dele destrói as fortalezas da razão.
Recapturando a Mente Cativa
No novo testamento grego, a palavra noema (noemata no plural) é usada seis vezes: Filipenses 4.7; 2 Coríntios 2.11, 3.14, 4.4, 10.5 e 11.3. Em português é traduzida por “entendimento”, “intenções”, “mente”, “argumento”, e o significado é desígnios da mente. A “mente” é a faculdade; o “desígnio” é sua ação – o produto da mente humana. O homem, por meio da faculdade da mente, pensa e decide livremente, e isso representa o próprio homem. Assim, se alguém deseja preservar sua liberdade, deve dizer que todos os seus pensamentos são bons e corretos. Não se atreve a expô-los a interferência e, portanto, deve cercá-los com muitas argumentações. Eis por que os homens falham em crer no Senhor: ficam, habitualmente, aprisionados na fortaleza de alguma argumentação.
Um incrédulo pode dizer: “Vou esperar até ficar bem velho”; ou: “Muitos cristãos não se comportam bem. Por isso não posso crer”; ou: “Ainda não. Vou esperar até que meus pais morram”. Semelhantemente, há razões que os cristãos apresentam para não amar ao Senhor: os estudantes dirão que estão ocupados demais com seus estudos; os homens de negócios ocupados demais com seus negócios; o doente acha que sua saúde é fraca demais, e assim por diante. Se Deus não destruir essas fortalezas, os homens jamais ficarão livres. Satanás aprisiona os homens utilizando a fortaleza dos argumentos. A maioria dos homens coloca-se atrás de tantas linhas de defesa que são incapazes de atravessá-las para a liberdade. Só a autoridade de Deus pode levar cativo cada pensamento para obedecer a Cristo.
Para reconhecer a autoridade, as argumentações humanas devem ser primeiramente lançadas ao chão. Só depois que o homem começa a ver que Deus é Deus, conforme declarado em romanos 9, é que suas argumentações são destruídas. E quando as fortalezas de Satanás são destruídas, nenhuma argumentação permanece, e os pensamentos humanos podem ser, portanto, levados cativos, para que obedeçam a Cristo. Só depois que os pensamentos são recapturados é que o homem pode verdadeiramente obedecer a Cristo.
Podemos perceber se alguém já tomou conhecimento da autoridade observando se suas palavras, seus argumentos e pensamentos já foram devidamente reestruturados. Quando uma pessoa depara com a autoridade de Deus, sua língua não se atreve a se agitar livremente, suas argumentações e, ainda mais profundamente, seus pensamentos já não podem mais ser livremente expressos. Naturalmente, o homem tem numerosos pensamentos, todos fortalecidos com muitas argumentações. Mas chega o dia em que a autoridade de Deus derruba todas as fortalezas da argumentação que satanás levantou e recaptura todos os pensamentos do homem, para torná-lo escravo espontâneo de Deus. Por conseguinte, já não pensa mais independentemente de Cristo: é totalmente obediente a Ele. Isso é libertação total.
Aquele que ainda não tomou conhecimento da autoridade geralmente aspira a ser conselheiro de Deus. Tal pessoa não tem, ainda, os pensamentos cativos a Deus. Aonde quer que vá, seu primeiro pensamento é como descobrir como melhorar a situação. Seus pensamentos jamais foram disciplinados, pois são muitas e incessantes suas argumentações. Devemos permitir que o Senhor faça em nós uma operação de corte, penetrando nas profundezas de nosso pensamento até que sejam todos levados cativos por Deus. Depois disso, reconheceremos a autoridade de Deus e não nos atreveremos a livremente argumentar ou aconselhar.
Agimos como se existissem duas pessoas no universo que são oniscientes: Deus e eu. Eu sou um conselheiro que sabe tudo! Tal atitude indica claramente que meus pensamentos precisam ser levados cativos, que não sei nada sobre autoridade. Se eu fosse alguém cujas fortalezas da argumentação estivessem realmente tomadas pela autoridade de Deus, não ofereceria mais conselhos nem teria interesse em fazê-lo. Meus pensamentos ficariam subordinados a Deus, e eu já não seria mais uma pessoa livre. (A liberdade natural é o solo para o ataque de satanás e deve ser renunciada.) Eu deveria estar pronto a ouvir. Os pensamentos do homem são controlados por um destes dois poderes: pela argumentação ou pela autoridade de Cristo. Na verdade, ninguém neste universo pode exercer livremente sua vontade, porque é cativo ou das argumentações ou de cristo. Por conseguinte, ou serve a Satanás ou serve a Deus.
Observando-se o seguinte, é fácil perceber se uma pessoa reconhece ou não a autoridade:
1) se ela pronuncia palavras rebeldes,
2) se argumenta diante de Deus e
3) se emite muitas opiniões.
A derrota da argumentação é simplesmente o aspecto negativo; o positivo é ter todos os pensamentos cativos para obedecer a Cristo, de modo que a opinião pessoal não mais se manifeste. Antes, tinha muitos argumentos para sustentar meus muitos pensamentos; agora não tenho mais nenhum argumento, pois fui capturado. O cativo não tem liberdade. Quem prestaria atenção a opinião de um escravo? O escravo deve aceitar os pensamentos de outra pessoa sem jamais emitir opinião própria. Portanto, nós, que fomos capturados por Cristo, estamos prontos a aceitar os pensamentos de Deus, em vez de oferecer qualquer conselho que seja nosso.
Advertências aos Teimosos
1. PAULO
Paulo, em seu estado natural, era uma pessoa inteligente, capaz, sábia e racional. Sempre descobria um meio de resolver as coisas, era confiante e servia a Deus com todo entusiasmo. Mas, quando liderava um grupo de pessoas a caminho de Damasco para ali aprisionar os cristãos, foi levado ao chão por uma grande luz. Naquele momento, todas as suas intenções, meios e capacidade foram dissolvidos. Não retornou a Tarso nem voltou a Jerusalém. Não só abandonou sua tarefa em Damasco, como também jogou fora todos os seus motivos para a empreitada.
Muitas pessoas, quando encontram dificuldades, mudam de direção, tentando primeiro um caminho e, depois, outro. Mas, não importa o que façam, continuam agindo de acordo com suas ideias e meios. São tolas e não caem com o golpe desferido por Deus. Embora Deus, nesse assunto em particular, as deixe prostradas, não aceitam a derrota de suas argumentações e pensamentos. Assim, a estrada para Damasco pode ficar realmente bloqueada para elas, enquanto prosseguem sua viagem para Tarso ou para Jerusalém.
Não foi o que aconteceu com Paulo. Uma vez abatido, perdeu tudo. Não podia mais dizer nem pensar coisa alguma. Não sabia mais nada. “Que devo fazer, Senhor”, perguntou. Encontramos aqui alguém cujos pensamentos foram levados cativos pelo Senhor e que obedeceu do fundo de seu coração. Antes, Saulo de Tarso, fossem quais fossem as circunstâncias, sempre liderava. Agora, ao tomar conhecimento da autoridade de Deus, seus argumentos sumiram. A principal evidência de que a pessoa entrou em contato com Deus está no desaparecimento de seus argumentos e de sua esperteza. Peçamos honestamente a Deus que nos conceda a perplexidade produzida pela luz. Paulo parecia dizer: “Sou um homem que foi levado cativo por Deus e, portanto, agora sou seu prisioneiro. Chegou a hora de ouvir e obedecer, não de pensar e decidir”.
2. REI SAUL
O rei Saul foi rejeitado por Deus não porque roubasse, mas porque poupou o que havia de melhor entre os bois e ovelhas para sacrificá-los ao Senhor. Foi algo que brotou de sua mente – ideias próprias sobre como agradar a Deus. Sua rejeição ocorreu porque seus pensamentos não foram capturados por Deus. Ninguém poderá dizer que o rei Saul não foi zeloso em servir a Deus. Não mentiu, uma vez que realmente poupou o melhor entre o gado e as ovelhas. Mas tomou por si mesmo uma decisão (v. 1 Samuel 15).
A inferência é clara: todos os que servem a Deus devem, categoricamente, refrear decisões com base em pensamentos próprios; antes, devem executar a vontade de Deus. Precisam dizer, cheios de expectativa: “Que devo fazer, Senhor?”. Dizer mais que isso seria totalmente errado. A obediência é melhor que o sacrifício. Não temos absolutamente o direito de oferecer conselhos a Deus.
Quando o rei Saul viu aquelas ovelhas e o gado, desejou poupá-los da morte. Seu coração talvez se inclinasse para Deus, mas lhe faltava o espírito de obediência. Um coração que se inclina para Deus não pode substituir a atitude de “não me atrevo a dizer coisa alguma”. Uma oferta de gorduras não pode suplantar o “não dar opinião”. O rei Saul, ao se recusar a destruir todos os amalequitas, com suas ovelhas e gado, conforme Deus ordenara, foi sentenciado a ser morto por um amalequita. E foi assim que seu governo terminou. Ele foi morto por um amalequita! Todo aquele que, em seu pensamento, poupa um amalequita, será finalmente aniquilado por ele.
3. NADABE E ABIÚ
Nadabe e Abiú rebelaram-se quanto à oferta porque deixaram de se sujeitar à autoridade de seu pai. Tentaram executar ideias próprias. Pecaram contra Deus, oferecendo fogo estranho. Assim, ofenderam a administração divida. Embora não falassem nenhuma palavra nem apresentassem motivos, ainda assim, pondo em prática ideias e sentimentos próprios, queimaram incenso. Acharam esse culto alternativo uma coisa boa. Se errassem, seria apenas tentando fazer uma coisa boa- isto é, servindo a Deus. Acharam que tal pecado seria insignificante. Não sabiam que seriam totalmente rejeitados por Deus e punidos com a morte.
O Testemunho do Reino Apresentado por Meio da Obediência
Deus não considera o fervor de nossa pregação ou a disponibilidade de espírito para sofrer por Ele. Ele olha para ver até que ponto somos obedientes. O reino de Deus começa quando há absoluta obediência a Deus – nenhum pronunciamento de opinião, nenhuma apresentação de argumentos, nenhuma murmuração, nenhuma injúria. Por esse dia glorioso, Deus tem esperado desde a criação do mundo. Embora Deus tenha seu Filho primogênito, as primícias da obediência, está aguardando os muitos filhos semelhantes ao primogênito. Sempre que, neste mundo, surge uma igreja que verdadeiramente obedece à autoridade de Deus, há o testemunho do reino, e satanás é derrotado. Satanás não tem medo de nosso trabalho enquanto agimos sobre o principio da rebeldia. Apenas ri, secretamente, quando fazemos a coisas de acordo com nossos pensamentos.
A lei mosaica declara que a arca deveria ser carregada por levitas, mas filisteus enviaram a arca de volta a Israel sobre um carro puxado por bois. Davi, ao transportar a arca para sua cidade, deixou de consultar a Deus. Em vez disso, ordenou, por conta própria, que a arca fosse transportada por um carro de bois. Os bois tropeçaram e a arca começou a cair. Uzá estendeu a mão na direção da arca para segurá-la. Instantaneamente, foi morto por Deus. Mesmo que a arca não tivesse caído, não se encontrava, como deveria, sobre os ombros dos levitas, mas sobre um carro de bois. Numa ocasião anterior, quando a arca foi carregada pelos levitas através do rio Jordão, ela esta segura e protegida, apesar do transbordamento do rio. O contraste mostra-nos que Deus quer que lhe obedeçamos, não que lhe façamos sugestões. Deus deve esvaziar-nos primeiro, para que sua vontade seja executada sem interferência. O modo de servir, se acrescentamos pensamentos humanos, fica para sempre obstruído. Deus deve governar; os homens não devem dar conselhos.
Por isso os pensamentos humanos devem ficar totalmente de fora. No passado, encontramos a liberdade vivendo segundo nossa vontade; agora, encontramos a verdadeira liberdade, pois nossos pensamentos foram levados cativos por Deus. Ao perder nossa liberdade, obtemos a verdadeira liberdade no Senhor
“E estaremos prontos para punir todo ato de desobediência, uma vez estando completa a obediência de vocês” (2 Coríntios 10.6). A obediência perfeita só é possível depois que os pensamentos são recapturados. Aquele que ainda se inclina a oferecer conselhos a Deus não é totalmente obediente. O Senhor estará pronto a vingar toda desobediência quando nossa obediência estiver completa. Se nós, na qualidade de cristãos, podemos nos transformar totalmente quanto à obediência absoluta a Deus, temendo nossas ideias e opiniões, então Deus será capaz de manifestar sua autoridade sobre a terra. Como esperar que o mundo seja obediente, se a igreja não obedece? Uma igreja desobediente não pode esperar que os incrédulos obedeçam ao evangelho. Mas, com uma igreja obediente, também surgirá a obediência ao evangelho.
Todos nós devemos aprender a aceitar a disciplina, para que nossa boca seja instruída no sentido de não falar levianamente, nossa mente, a não argumentar, nosso coração, a não oferecer conselho. O caminho da glória está exatamente à nossa frente. Deus há de manifestar sua autoridade sobre a terra.
Autor: Watchman Nee
Extraído do livro Autoridade Espiritual
domingo, 22 de dezembro de 2019
domingo, 15 de dezembro de 2019
terça-feira, 26 de novembro de 2019
O Senhor Deus Onipotente Reina
Todas as coisas lhe sujeitasse abaixo dos pés. Vemos, porém, coroado de gloria e de honra aquele JESUS... Hb 2:8 e 9 - Ele é o ponto focal da nossa visão, quando olhamos para o mundo, com o seu acumulo de situações que parecem impossíveis em quase todos os países. Que os filhos de Deus não cedam ao espírito de depressão que enche a atmosfera do mundo, mas que levantem os olhos, pois a sua redenção esta próxima. A Palavra de Deus nos disse antecipadamente que todas essas coisas devem acontecer no final da era. Deus olha para a terra que Ele fez e vê mais, muito mais, do que a nossa visão finita pode captar do ataque da maré de apostasia na igreja professa, a negligência e o fraco testemunho de muitos que são realmente Seu e o terrível caos das nações. Ele vê as tentativas de Satanás de, onde não pode destruir, diluir e adulterar o Evangelho até que não seja mais o Evangelho. Mais do que isso, Ele vê que ainda mais sutilmente Satanás governa no mundo do qual usurpou a chefia, a exaltação do homem como homem, a glorificação do Adão caído e a pregação da salvação sem Deus.
Mas a mão de Deus não esta encolhida para que não possa salvar. Os Seus estão sobre o Seu cuidado e guarda especial enquanto Ele permite Satanás governar a terra para dirigi-la para o seu curso final para o desastre, para que todo o universo possa ver que Deus é Onipotente, e realmente reina. Todo o curso das eras esta culminado neste manifestado fracasso do Usurpador de governar o mundo sem Deus. Desde a primeira promessa da semente que deveria “esmagar a cabeça da serpente” Deus esteve reinando em Sua Onipotência muito longe da esfera ocupada pelos “principados e potestades”, os “príncipes das trevas deste século”, e “Ele reinará para todo o sempre.” “Jeová é Rei... não esteja nunca a terra tão inquieta”.
E, na provisão maravilhosa da Sua graça, Deus esta nesta era provando Ele mesmo que é superior ao Diabo por meio de uma criação. “um pouco menor que os anjos”. Satanás deve ser humilhado pelo homem, pelo Espírito de Deus no Homem. O próprio Deus vivendo, pelo Espírito do Seu Filho, no espírito interior dos Seus remidos, os faz “mais que vencedores”, mesmo enquanto eles andam em território atualmente ocupado pelo Príncipe Usurpador.
A batalha em oração simplesmente significa manter incessantemente o poder da obra consumada de Cristo sobre as hostes da maldade. O guerreiro de oração apóia firmemente na vitória do Calvário, na vitória consumada de Cristo sobre Satanás, até que as forças da maldade se retirem e sejam vencidas.
Possamos nós, como uma força unida àqueles que Deus revelou algo desta poderosa vitória, manejar a Espada do Espírito contras essas forças da maldade, não com um espírito de temor e depressão mas na luz da inquebrável palavra do nosso Deus dada acima, afirmada diante dos homens e dos anjos as quais asseguram o fato de que “o Senhor reina” e que “Ele deve reinar” até que todos os Seus inimigos estejam sobre os Seus pés. Aqueles que assim estão do lado do Senhor se encontrarão do lado da vitória naquele dia, embora que possam muitas vezes parecerem estar do lado que perde, quando seguem o Cordeiro no caminho que Ele traçou para eles. Alguma vitoria alguma vez se pareceu mais com derrota do que a do Calvário?
Não fique desencorajado se não ver nenhum resultado. As suas orações estão atando os poderes das trevas no reino invisível. O Espírito Santo na Igreja esta restringindo, retendo, as investidas do mal, até o Espírito Santo e o Seu templo, “e vós sois o templo” 1 Co 3:17, juntos sejam removidos desta terra. Há batalha nos céus mesmo agora, para arremessar para baixo Satanás e as suas hostes, e as orações dos santos estão tendo efeito contras as numerosas hostes de principados e potestades nos lugares celestiais. Uma obra vital esta sendo feita pelas orações daqueles que oram em união com Cristo e pelo Seu Espírito, quando se levantam, no Vitorioso, contra o inimigo. Podem estar vindo dias quando veremos menos e menos resultado na terra para a nossa oração, dias quando tudo que a Igreja de Deus pode fazer será estar, firme no Espírito contras as forças do mal, firmes para que a vontade de Deus seja feita a qualquer preço.
Se não fossem as orações dos santos na terra, a ilegalidade não encontraria nenhum limite, mas enquanto estão na terra são o sal da terra e a luz do mundo. Por isso, quando olhamos para o mundo e vemos as convulsões da natureza, o caos das nações, e a apostasia das igrejas professas, e até mesmo as formas sutis pelas quais muitos crentes verdadeiros estão sendo desviados da simplicidade que esta em Cristo Jesus, vamos levantar a nossa cabeça e gritar “Ele é vitorioso, Satanás é um inimigo derrotado”. Toda oração iniciada pelo Espírito Santo será respondida, muito embora possa não parecer que elas façam qualquer diferença material. No reino invisível elas estão sendo acrescentadas ao incensário das orações dos santos de todas as eras diante do trono, o Intercessor Celestial as oferece a Deus em Seu próprio nome todo poderoso, e elas estão ajudando nas consumações dos propósitos de Deus para esta era.
Autora: Sra M. Wanzer
Extraído da revista O Vencedor Junho de 2011 a Setembro de 2011 – www.editorarestauracao.com.br
terça-feira, 20 de agosto de 2019
E-mail para o Apóstolo Paulo
Estou escrevendo para colocá-lo a par da situação do Evangelho que um dia você ajudou a propagar para nós gentios, e que lhe custou a própria vida. As coisas estão muito difíceis por aqui. Quase tudo o que você escreveu foi esquecido ou deturpado.
Você foi bastante claro ao despedir-se dos irmãos em Éfeso, alertando que depois de sua partida lobos vorazes penetrariam em meio à igreja, e não poupariam o rebanho [At 20.23]. Palavras de fato inspiradas, pois isso se concretiza a cada dia.
Lembra-se que você escreveu ao jovem Timóteo, que o amor ao dinheiro era a 'raiz de todos os males'[1Tm 6.10]? Quero que saiba que suas palavras foram invertidas, e agora se prega que o dinheiro é a 'solução' de todos os males.
Também é com tristeza que lhe digo que em nossa época ninguém mais quer ser chamado de pastor, missionário ou evangelista, pois isso é por demais humilde: um bom número almeja levar o título de apóstolo. Sei que em seu tempo, os apóstolos eram 'fracos... desprezíveis... espetáculo para os homens... loucos... sem morada certa... injuriados... lixo e escória' [1Co 4.-9-13]. Agora é bem diferente. Trata-se de uma honraria muito grande: acercam-se de serviçais que lhes admiram, quando viajam exigem as melhores hospedarias e são recebidos nos palácios pelos governantes.
Eles não costumam pregar seus textos, pois você fala muito da 'Graça' e da 'liberdade que temos em Cristo' [Gl 2.4]. Isso não soa bem hoje, pois a Igreja voltou à 'teologia da retribuição' da Antiga Aliança (só recebe quem merece), e liberdade é a última coisa que os pastores querem pregar à suas ovelhas.
Você não é bem visto por aqui, pois sempre foi muito humano, sem jamais esconder suas fraquezas: chegou até reconhecer contradições internas, dizendo que não faz o bem que prefere, mas o mal, esse faz [Rm 7.19]. Eles não gostam disso, pois sempre se apresentam inabaláveis e sem espinhos na carne como você. A presença deles é forte, a sua fraca [2Co 10.10], eles são saudáveis, você sofria de alguma coisa nos olhos [Gl 4.13-15], eles jamais recomendariam a um irmão tomar remédio, como você fez com Timóteo [1Tm 5.23], mas aqui eles oram e determinam a cura – coisa que você nunca fez.
Você dizia que por amor de Cristo perdeu 'todas as coisas' considerando-as refugo [Fp 3.8]. As coisas mudaram, irmão. Agora cantamos: 'Restitui, quero de volta o que é meu!'.
Vivo em uma cidade que recebeu o seu nome, e aqui há um apóstolo que após as pregações distribui lencinhos vermelhos encharcados de suor, e as pessoas levam pra casa, como fizeram em Éfeso, imaginando que afastarão enfermidades [At 19.12]. Sim, eu sei que você nunca ordenou isso, nem colocou como doutrina para a igreja nas epístolas, mas sabe como é o povo....
Admiro sua coragem por ter expulsado um 'espírito adivinhador' daquela jovem [At 17.18], embora isso tenha lhe custado a prisão e açoites. Você não se deixou enganar só porque ela acertava o prognóstico. Hoje há uma profusão de pitonisas e prognosticadores no meio do povo de Deus, todavia esses espíritos não são mais expulsos, ao contrário, nos reunimos ansiosos para ouvir o que eles têm a dizer para nós.
Gostaria de ter conhecido os irmãos bereanos que você elogiou. Infelizmente, quase não existem mais igrejas como as de Beréia, que recebam a palavra com avidez e examinem as Escrituras 'todos os dias para ver se as coisas são de fato assim'[At 17.11].
Tem hora que a gente desanima e se sente fragilizado como Timóteo, o seu companheiro de lutas. Mas que coisa bonita foi quando você o reanimou insistindo para que reavivasse 'o dom de Deus' que havia nele [2Tm 1.6]. Estou lhe confessando isso, pois atualmente 90% dos pregadores oferecem uma 'nova unção' para quem fraqueja. Amo esta sua exortação, pois você ensina que dentro de nós já existe o poder do Espírito, dado de uma vez por todas, e não precisamos buscar nada fora ou nada novo!
Nossos cultos não são mais como em sua época, onde a igreja se reunia na casa de um irmão, havia comunhão, orações, e a palavra explanada era o prato principal.... as coisas mudaram: culto agora é como fosse um show, a fumaça não é mais da nuvem gloriosa da presença de Deus, mas do gelo seco, e a palavra é só para ensinar como conseguir mais coisas do céu.
O Espírito lhe revelou que nos últimos tempos alguns apostatariam da fé 'por obedecerem a espíritos enganadores' [1Tm 4.1]. Essa profecia já está se cumprindo cabalmente, e creio que de forma irreversível.
Amado apóstolo, sinto ter lhe incomodado em seu merecido descanso eternal, mas eu precisava desabafar. Um dia estaremos todos juntos reunidos com a verdadeira Igreja de Cristo.
Autor: Daniel Rocha
Enviado em 26/09/2008
quinta-feira, 15 de agosto de 2019
Deus Incomoda
Para outros, Deus criou o mundo, mas hoje está inoperante por não ter impedido que coisas ruins acontecessem, como o Holocausto, o 11 de setembro e a tsunami destruidora na Ásia.
Ainda para alguns, Deus é um ser castrador, que inventou mandamentos, regras e proibições para impedir que gozemos tudo o que há de bom na vida. Já em outro extremo, há os que vêm em Deus uma divindade tão amorosa que Ele não faz conta de nossos erros, tropeços e pecados... é enfim, um “deus bonzinho”, que lá no Antigo Testamento foi severo, mas agora se arrependeu.
Não é difícil perceber que, embora desconheçam da natureza e do caráter divino narrados nas Escrituras, as pessoas estão em busca de uma espiritualidade – qualquer uma – para fruir de suas bênçãos e benesses, mas nem sempre desejam Aquele que originaram elas. O povo tem fome de que? Certamente não é do “Deus de Abraão, Isaque e Jacó”, e nem tampouco de Jesus de Nazaré.
Em primeiro lugar, o povo busca sensações prazerosas. Por isso a avaliação que fazem de nossas reuniões de fé sempre se dá no campo estético: “gostei”, “bonita apresentação”, “bela mensagem”. Ou ainda no campo da sensação: “senti uma coisa gostosa ali”. Sem dúvida que a presença divina pode proporcionar tudo isso, mas um verdadeiro encontro com o Eterno não fica só na sensação: a vida inteira é tocada.
É duvidoso afirmar que a maioria das pessoas que procuram uma instituição religiosa ou o auxílio de um pastor, estejam de fato buscando um Deus que reine em suas vidas, que controle seu humor, dirija seus sonhos, e conceda-lhes uma virada existencial. Não! Desde que a igreja atenda alguns de seus problemas pontuais, está tudo bem, e isso por vezes independentemente de qualquer fé em Deus.
Quando vejo nas manhãs frias de domingo igrejas repletas de fiéis, braços levantados, entoando cânticos de vitória, custa-me crer que estejam de fato buscando ao Deus Trino, Santo e Soberano. Vamos comprovar? Eliminem-se as promessas de cura, de emprego, e de resolução de problemas.... e aquele local se esvaziará. Experimente-se num espaço de grande aglomeração de fé alterar o cardápio que será oferecido à multidão, e ao invés de um “encontro de milagres” promova-se ali um estudo profundo da Epístola de Tiago e uma palestra com o tema “Santidade ao Senhor”, e constataremos que todo interesse desaparecerá. Não, não é a Deus que buscam.
Na verdade, poucos querem Deus, pois Deus incomoda. Ele nunca nos dá nenhuma certeza, a não ser Suas promessas escritas num livro com mais de dois mil anos. Não há apólices, contratos ou qualquer outra segurança que seja visível ou palpável. Neste mundo moderno as pessoas não querem incertezas ou riscos.
Como Eugene Peterson observou, Deus incomoda porque esperamos que Ele resolva nossos problemas de caráter e de vícios de forma rápida e indolor. Mas Ele insiste num “programa de recuperação” lenta e gradual.
Deus incomoda porque Ele destrói nossas ilusões religiosas mais sublimes. Foi assim com o povo que seguia a Jesus porque “tinham visto os sinais que ele fazia” (Jo 6.2), mas quando o Mestre começou a mostrar a outra face do Reino essas pessoas abandonaram a fé e já não andavam com Ele. Até os próprios discípulos também foram confrontados: ”Quereis também vós retirar-vos?” (Jo 6.67). Em outras palavras: o homem que segue a Cristo por uma razão falsa ou errada está iludindo a si mesmo e enganando a Igreja, pois quem os observa presume que este iludido seja um cristão. E não é! (Lloyd-Jones).
As pessoas não se sentem confortáveis com Deus em suas vidas. Elas preferem algo menos temível, como por exemplo, serem simpatizantes da fé e frequentadoras dos cultos. Por quê? Simples: Deus incomoda, perscruta, atinge, inquire, confronta nossos valores, provoca crise, altera nossa rotina, retira todas as nossas seguranças, substitui o reinado do ego para construir em nós o Seu reino, pede que eu me esvazie, e me “envia” ainda que eu não me ache preparado ou capaz.....
Definitivamente é perigoso envolver-se com Deus.
Pr. Daniel Rocha
dadaro@uol.com.br
domingo, 28 de julho de 2019
Tô nem ai?
Vivemos a geração do “Tô nem aí!”:
Tô nem aí com os problemas do mundo (já tenho os meus)...
Tô nem aí com a matança diária na Síria (é longe daqui)...
Tô nem aí com o problema dos viciados (é melhor que permaneçam juntos na cracolândia),
Tô nem aí com desmatamento, aquecimento global, corrupção....
Embora comum, essa é uma postura individualista, egocêntrica e luciferiana, mas que acabou entrando também na vida do povo de Deus. Observe os megashows e megaencontros evangélicos: é como se não houvesse problemas no mundo e todos que estão ao lado fossem “invisíveis”, e portanto não importa saber quem são, nem conhecer suas vidas, ou partilhar de seus problemas. O único pensamento é: Tô nem aí, eu vim buscar.......... (preencha com: emprego / carro / bênção / meus direitos / casa / dinheiro / marido / namorada). É algo mais ou menos do tipo: “Sou salvo, estou tranqüilo, só tenho de me preocupar comigo”.
Multidão sem koinonia (comunhão) não é igreja. É ajuntamento. A falta de relacionamento íntimo e estreito entre as pessoas, sem participar de suas vivências, experiências e sentimentos descaracterizam e mutilam o Corpo de Cristo.
Deus, em todas as épocas, sempre pretendeu levantar um povo seu que se importa:
Se importa com o mundo;
Se importa com quem ainda não tem Jesus;
Se importa com quem está ferido;
Se importa com seus irmãos, se alegra e chora com eles;
Se importa em participar da vida de sua comunidade de fé;
Se importa em dar o melhor de si para Deus;
Faça um pequeno teste para saber em que grupo você se encontra, se é dos que se importam ou dos “tô nem aí”
Autor: Daniel Rocha, pastor
dadaro@uol.com.br
P.S.
Saiba mais por quem se importar: www.portasabertas.org.br
domingo, 14 de julho de 2019
O Ensino do Espírito Santo
É maravilhosa essa indicação da convivência mútua da Divindade, onde se descreve o Espírito Santo (Paráclito: Aquele designado para ajudá-los, paracletor é usada na Septuaginda (Jo 16.2) como sentido de “Consolador”, o termo parakletos ocorre no Talmude, sigificando “Intérprete”) ouvindo enquanto Cristo orienta, como se Ele prestasse atenção no céu às orientações do Pai e do Filho glorificado, ao mesmo tempo que concede direção invisível ao rebanho na Terra, comunicando-lhe aquilo que ouviu do Pai e do Filho. E nós deveríamos perguntar reverentemente: não teria Cristo glorificado mais coisas a nos anunciar do que Ele tinha nos dias da Sua humilhação? Na expressão “coisas que hão de vir”, não tem Ele segredos para repartir, que até aqui podem ter sido ocultos nos planos do Pai? Consideremos um simples exemplo das palavras de Cristo. Quando fala da Sua segunda vinda, Ele diz: “Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai (“Nem o Filho”: “É mais do que nem; é nem ainda o Filho” segundo o comentarista Morrison). É melhor interpretarmos essas palavras com sinceridade, e em vez de dizer como alguns que Ele não sabia no sentido de não ter permissão de revelar, admitir que, enquanto se encontrava em Sua humilhação e sob o véu da encarnação esse segredo estava oculto aos Seus olhos.
Mas não seria insolente de nossa parte argumentar que por essa razão Ele não conhece agora o dia da Sua vinda? Quantas vezes o texto é citado como proibição decisiva e final de toda indagação sobre o tempo da volta do Senhor em glória. Porém aqueles que dessa forma utilizam essas palavras simplesmente nos aprisionam na infância da Igreja, nos amarram à menoridade dos dias anteriores ao dia de Pentecostes. Estamos esquecidos que, desde a ascensão de nosso Senhor para o Pai, Ele nos deu outra revelação, o maravilhoso livro do Apocalipse, que inicia e se encerra com uma bênção para com aqueles que lêem e guardam fielmente as palavras dessa profecia? E um dos pontos salientes característicos desse livro são as predições cronológicas a respeito do tempo do fim, suas datas místicas, que têm levado muitos pesquisadores sérios da Palavra de Deus inquirir diligentemente “qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas” indicadas pelo Espírito, ao dar-nos essas indicações de direção no deserto.
Sendo assim, devemos perguntar: se não somos irreverentes ao concluir, juntamente com muitos expositores sérios, que nosso Salvador quis dizer exatamente o que disse, ao declarar que Ele não conhecia “ainda” o dia da Sua volta, será que seremos insolentes ao tomar literalmente as palavras iniciais do Apocalipse? “Revelação de Jesus Cristo, que Deus lhe deu para mostrar aos Seus servos as coisas que em breve devem acontecer”. Foi por causa da Sua ida para junto do Pai que maiores obras e maiores riquezas se aplicariam à Igreja após o dia de Pentecostes. Por que não atribuir à mesma causa também a revelação mais completa do futuro e a entrada numa verdade mais completa com respeito à bendita esperança da Igreja? Em outras palavras, se pensamos em Cristo ingressando em revelação mais ampla ao retornar à glória que Ele tinha com o Pai, não devemos também pensar numa comunicação mais ampla da verdade, por meio do bendito Espírito Santo?
Porventura não aprendemos alguma coisa da natureza e dos ofícios do Espírito Santo com o estudo desse Seu novo nome e de tudo que o Senhor diz no maravilhoso discurso em que O apresenta aos Seus discípulos? No mínimo o estudo deveria nos capacitar a distinguir dois termos inspirados, que têm sido confundidos sem necessidade por não poucos escritores, ou seja: as palavras Paráclito e Parousia. Esta última palavra, que constantemente ocorre nas Escrituras para descrever a segunda vinda do nosso Senhor, tem sido usada em várias obras eruditas para designar a vinda do Espírito Santo; e uma vez que Cristo veio na pessoa do Espírito, tem-se argumentado que a prometida vinda do Redentor em glória já ocorreu. Mas isso é confundir termos cujo uso na Palavra os distingue claramente um do outro. Veja a diferença entre eles: o Paráclito Cristo vem espiritualmente e de forma invisível; na Parousia Ele vem de forma física e em glória.
A vinda do Paráclito na verdade está condicionada à ausência física do Salvador de entre o Seu povo: “... se eu não for, o Consolador não virá para vós outros” (Jo 16.7). Por outro lado, a Parousia só se concretiza com o Seu retorno físico para o Seu povo: “Pois quem é a nossa esperança, ou alegria, ou coroa em que exultamos, na presença de nosso Senhor Jesus em Sua vinda?” (1 Ts 2.19). O Paráclito toma conta da Igreja nos dias da Sua humilhação; a Parousia introduz a Igreja no dia da Sua glória. No Paráclito Cristo veio habitar com a Igreja na Terra: “Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros” (Jo 14.18). Na Parousia Cristo virá para levar a Igreja para habitar consigo na glória: “... voltarei e vos receberei para Mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14.3). Cristo orou em favor da Sua Igreja desolada, para que viesse o Paráclito: “E Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador...” (Jo 14.16). Agora o Espírito Santo ora com a Igreja peregrina para que se apresse a Parousia: “O Espírito e a noiva dizem: Vem!” (Ap 22.17). Essas duas palavras só podem ser compreendidas nessas referências mútuas. Cristo, que deu o novo nome ao Espírito Santo, pode nos explicar melhor esse nome ao tornar-Se conhecido a nós. Que esse nome seja para nós um símbolo tão real da Sua presença que, embora estrangeiros e peregrinos na Terra, possamos andar sempre na “paraclesis do Espírito Santo” (At 9.31).
Autor: A.J. Gordon
Extraído do livro o Ministério do Espírito
sexta-feira, 5 de julho de 2019
As Primeiras Coisas Vem Primeiro
Basicamente temos duas palavras que resumem este texto: Ministério (Ex 35:19; II Cor 5:18; Ef 4:12) e Sacerdócio (Ex 28:41, I Pe 2:5 e 9), o que vem primeiro? Como uma depende da outra?
Sacerdócio e Ministério são os 2 aspectos do serviço Cristão, todos os filhos de Deus são sacerdotes e ministros, como mostrados nas passagens acima, Enquanto o Sacerdócio é o serviço direto a Deus (Adoração, Contemplação, Ouvir e Falar com Ele) o Ministério é o serviço ao próximo (pregar o evangelho, assistência social, ajuda espiritual, psicológica e material).
Pano de Fundo: Jesus é revelado ao Apóstolo João, exilado na ilha de Patmos (pelo Imperador Domiciano, aprox 98dC), estando ele num domingo (dia do Senhor) a buscá-lo, tem um arrebatamento em espírito, e sua visão inicial é descrita em Ap 1:9,10
Jesus é visto por João no meio de 7 candeeiros (ou candelabros).
Peça de ouro batido, tinha 7 hastes, 1 central e 3 de cada lado, contém azeite e pavio, sua função é iluminar e na sua construção as 3 hastes de cada lado evidencia a haste central, representa a igreja, peça única, a obra de Cristo, Cristo como centro da igreja, luz do mundo, a igreja como agente de Cristo para iluminar o mundo cheia do Espírito Santo e que expressa seu caráter.
A igreja como Candeeiro ou Candelabro, não tem um fim em si mesma, não foi chamada para atrair pessoas para si mesma, mas para quem a ilumina, ou seja, para conduzir pessoas a CRISTO.
Aspectos Históricos:
Éfeso: Cidade da Ásia Menor (hoje Turquia) fundada em 1000 aC e subsistiu até 614 dC; foi reconstruída pelo Imperador Constantino (300) e depois parcialmente destruída por um terremoto em 614. Foi uma das principais cidades do Império Romano (onde contou um uma população de 400 a 500mil habitantes). Foi o berço da filosofia Greco-romana; tinha o templo de Ártemis (grego) ou Diana (romano) uma das 7 maravilhas do mundo antigo – deusa da fertilidade – combatida pela igreja Atos 18/19.
Significados da palavra Éfeso:
Desejo ardente;
Enfraquecimento, negligencia.
A Carta de Efésios, foi escrita pelo Apóstolo Paulo em 60dC, durante a sua prisão em Roma; a igreja foi formada pelo trabalho de Apólo, Priscila e Áquila, Paulo e depois João. A Carta mostra o grande desejo da igreja de Éfeso pelo Senhor; era como se os efésios dissessem as palavras do Salmo 73:25: “A quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti.”
Introdução:
Este deve ser o desejo da igreja pelo Senhor: AMÁ-LO de todo o coração; ou seja, o Senhor era o primeiro amor dos irmãos em Éfeso, em outras palavras, Cristo era a prioridade da igreja em Éfeso.
No texto de Apo 2: 1 a 7, Jesus vem para esquadrinhar o coração da igreja, ou seja, revelar como as pessoas estavam agindo para com ELE. E dentre tantos sentimentos e atitudes exteriores nobres, descobre um sentimento perverso e que afronta a Sua vontade:
Vs 4: “Tenho contra ti que deixaste o teu primeiro amor” ou no texto grego: “tenho contra ti que o amor teu, o primeiro, abandonaste”
Este termo o primeiro amor, refere-se a prioridade e não ao tempo, ou seja, muitos cristãos falam dos dias da sua conversão como o “Primeiro Amor” de fato é, porém como prioridade, nestes dias Jesus Cristo ao entrar no coração da pessoa se tornou a prioridade dela, e assim Ele deseja ser para sempre nos nossos corações. Isso nos fala do Sacerdócio, ou seja, estar na presença de Deus e servindo-o.
O Grande problema de Éfeso foi de trocar a prioridade que deveria ser Amar a Cristo, sobre todas as coisas (Mat 22: 36 a 40 – “Amar a Deus sobre todas as coisas” – Sacerdócio / “E o próximo como a ti mesmo” - Ministério), para amar as coisas de Cristo. Stephen Kaung no seu livro: Vendo Cristo no NT (vol6) diz: “A igreja no final do 1º século, possuía: obras, labor, conhecimento, discernimento e não haviam desviado do ensino do Senhor Jesus todavia eles haviam perdido o seu primeiro amor”; a sua prioridade não era mais o noivo, e sim suas coisas, ou seja, mantinham seu ministério, porém sem o sacerdócio.
Falamos até aqui da igreja, porém como igreja são pessoas, o coletivo é influenciado por atitudes individuais, escolhas erradas que gradualmente nos levam para longe da vontade de Deus, permitindo que a fraqueza, apatia, negligência entrem e nos roube o sentimento de PRIORIDADE pelo nosso AMADO (Cântico dos Cânticos – EU SOU do MEU AMADO e ELE É MEU).
Fica claro que Sacerdócio vêm antes de Ministério:
Aplicação:
Deixar o primeiro amor é abandonar o nosso Sacerdócio e Como deixamos o nosso primeiro e mais importante amor?
a. Quando passamos a valorizar o secundário e não o essencial e principal, perdemos o foco do que é de fato importante, negamos a oração de Jesus em João 17:21
b. Este fato nos leva ao orgulho próprio, passamos a valorizar as nossas idéias, nossas obras, nossas atitudes, a nossa razão – Pv 18:12 – Passamos a expressar atitudes mesquinhas, exclusivistas, egoístas, insatisfações, críticas excessivas, intolerância e finalmente demonstramos o fruto da carne (Gal 5:19-21)
Ilustração: “Quando se bloqueia a fonte de um rio, as populações ribeirinhas próximas da foz não perceberão o fato imediatamente. Enquanto a água flui, as margens permanecem verdes. Tudo continuará como a mesma ‘aparência’ durante algum tempo.” Até que os efeitos apareçam e a vida ceda espaço para a morte. (Comentário Bíblico do NT – Jean Koechlin – pag. 48
1. O que não nos faz priorizar a Cristo? Quais os enganos?
As atitudes exteriores corretas
Nosso trabalho Cristão/Ministério
Nosso conhecimento bíblico
Nosso sofrimento
2. O que nos faz priorizar a Cristo? Ou, o que nos faz restabelecer o sacerdócio?
a. RECONHECENDO aquilo que não deveria ter o 1º lugar na minha vida “Lembra-te de onde caíste”!
1. Será que foi um novo emprego, o meu casamento, os meus filhos, minha faculdade/seminário?
2. Problemas familiares, financeiros, doenças, perdas?
3. Precisamos lembrar quando e como foi que caímos, precisamos da ajuda do Espírito Santo para isso. Porém não pára aí.
4. Meu próprio Ministério?
b. “ARREPENDE-TE” (grego, Metanóia) – mudança de atitude interna (180º)
1. ‘Eu estou errado’ é a atitude contrária do orgulho (‘Eu estou certo’), é quando abaixamos a guarda, cessamos com as justificativas, tiramos a culpa dos outros e nos vemos no centro do nosso problema – aí sim podemos nos ARREPENDER
2. Este é um pecado terrível, pois cessa o relacionamento com o Cabeça, precisamos buscar o perdão, e recebê-lo por fé.
c. “PRATICAR AS PRIMEIRAS OBRAS”
1. Lembre-se do quanto o Senhor te cativou no inicio da sua caminhada
2. Lembre-se de como você se chegou até Ele
3. Lembre-se como Ele te recebeu
4. Lembre-se como você passou a sentir-se nELE
5. VOLTE para este sentimento, cultive este sentimento de gratidão e amor pelo Senhor que deu tudo para você.
6. ESTIMULE as pessoas ao seu redor a buscarem este mesmo sentimento
7. O Resultado serão OBRAS feitas a partir dELE e não SEM ELE! Será Sacerdócio primeiro e depois Ministério.
d. Qual o resultado prático de voltar a Cristo e tê-lo como prioridade absoluta em sua vida?
1. Fruto do Espírito (Gal 5:20 – 25) na sua vida pessoal
2. Famílias fortes
3. Igreja forte
4. Atrair pessoas a Cristo
5. Trazer a glória de Cristo para minha vida, família e igreja
6. Seu Sacerdócio trará a realidade e a presença de Cristo para o seu Ministério.
Autor: Nelson Cardoso de Carvalho
segunda-feira, 1 de julho de 2019
Cinco Revelações para Viver uma Vida Plena
Nesta linha, precisamos considerar o que significa a palavra Revelação, o dicionário em português nos sugere: Ato ou efeito de REVELAR: inspiração divina para se conhecerem certas coisas.
Revelar, por sua vez, tem o seguinte significado:
1. tirar o véu a;
2. fazer conhecer o que era secreto ou ignorado; descobrir;
3. fazer aparecer a imagem fotográfica no negativo ou no positivo.
Na teologia existem 2 tipos de Revelação: a Geral e a Específica:
a) Revelação Geral de Deus: Como Deus se mostra na natureza – vide o Salmo 19 (por exemplo)
b) Revelação Especial de Deus: Como Deus escolhe se mostrar para o Ser Humano, sendo a Bíblia a mais completa e está fechada.
Precisamos, porém, conhecer a revelação especial de Deus, por meio da Bíblia examinando o que nela contém para que vejamos as coisas da perspectiva de Deus, e assim as praticarmos e também anunciarmos.
Alguns estudiosos usam o termo Iluminação para diferenciar entre Revelação Especial da Bíblia e como entendê-la. Gosto da palavra Revelação, ela é mais apropriada e mais bíblica, esta palavra indica a necessidade que temos do Espirito de Santo de nos ensinar a palavra de Deus (I João 2:27-28), na primeira vez que o termo é mencionado na Bíblia, podemos vê-lo no texto de Êxodo 27:21, isso nos leva a entender que as verdades de Deus estão atrás de um véu e só Ele pode descortinar o que deseja que saibamos, Veja I Cor 1:18 a 31 - como Deus trará sua revelação, 'coisas loucas deste mundo confundindo as sábias'
No texto, temos o seguinte pano de fundo:
a. 2º ou 3º ano de Ministério de Jesus
b. Ano da Oposição
c. Jesus já havia feito grandes coisas
d. Os discípulos já haviam visto grandes coisas (Treinamento)
e. Uso de perguntas – Método Socrático
f. Lugar retirado – Norte de Israel
g. Cesaréia de Filipe, Lição importante: Precisamos de local próprio para buscarmos mais revelação de Deus – Nossa Cesaréia de Filipe, está no nosso interior, está numa busca diligente por Deus; ela independe de circunstâncias (sejam elas favoráveis ou não); ela não dependendo da minha experiência passada, mas sim da minha necessidade atual por mudanças, insatisfações pessoais/espirituais; por mais de Deus.
Quais são as 5 revelações que preciso ter meus olhos abertos?
1ª Quem é Deus? ... vs.16
“A maior revelação em todo o universo é o Pai revelando o Filho. Sem a revelação do Pai ninguém pode conhecer o Filho. Podemos ter um conhecimento mental ou um conhecimento Bíblico, e ainda assim não conhecermos realmente o Filho até que o Pai O revele em nós. É o prazer do Pai revelar Seu Filho em nós. Esta é a grande revelação. E esta revelação é tão grande que irá continuar por toda a eternidade. Não pense que porque você conhece Jesus como Seu Salvador, portando você O conhece, O conhece plenamente. De jeito nenhum! Apenas começamos a conhece-Lo. Há tanto Nele; Ele é infinito. O conhecimento do Filho é infinito. Hoje, estamos começando a conhece-Lo, e na eternidade continuaremos a conhece-Lo. Esta é a sensação de ser um cristão. Não há fim para isso.” – Stephen Kaung
2ª O que é a Igreja? ... vs.18
“Sem a primeira revelação não podemos ter a segunda revelação. Sem Cristo, não há igreja. Vocês não podem ter a igreja sem Cristo. Vocês não podem fazer a igreja maior do que Cristo. Sem Cristo, não há igreja. Vocês precisam conhece-Lo. Quanto mais vocês O conhecem, mais conhecem a igreja. A igreja é uma revelação do Filho a nós, uma grande revelação. Não pensem que podemos conhecer a igreja por nós mesmos. Alguns dizem: “Eu fui criado na igreja”. O que você quer dizer com isso? Outros dizem: “Vou à igreja todos os domingos”. O que você quer dizer com isso?” Stephen Kaung
Tabernáculo x Igreja: Tabernáculo um modelo mostrado por Deus a Moisés; e a Igreja? É diferente? Qual o modelo, o padrão ?
Eu EDIFICAREI a minha IGREJA – Há um PADRÃO de Deus para esta edificação, há uma planta, e somente ELE a conhece (como conhecia o Tabernáculo no deserto), logo se quisermos cooperar com a Edificação da Igreja precisamos perguntar / orar / buscar a Deus, buscar o Filho – Para que ELE a revele!
“A igreja. É do céu, é celestial na natureza, mas toca a terra. Ela alcança a todo o impuro, e graças a Deus, nós somos os impuros mas purificados pelo precioso sangue do Cordeiro.”
“O que é o padrão da igreja? O padrão da igreja é o Cristo vivo. Cristo como revelado nos quatro evangelhos. Ele é o padrão, e a igreja é edificada de acordo com Ele. Ela não é técnica, ela é viva, orgânica, mudando de glória em glória, se transformando, se conformando a imagem de Cristo. Esse é o padrão da igreja.”
Ef 2:10 – Somos feitura Sua.... A igreja necessita de um padrão de membro, que um tipo próprio de PEDRA - que só pode ser talhada pela 3ª e 4ª revelação:
3ª O que é a Cruz de Cristo? ... vs. 21 a 23
“A morte de nosso Senhor Jesus na cruz foi a morte mais dolorosa, não apenas fisicamente, mas também mentalmente e espiritualmente. Nosso Senhor até mesmo gritou: “Meu Deus, Meu Deus, porque Me desamparaste?” A Bíblia diz que quando a lança entrou em Seu lado, saíram sangue e água. Esta foi a ultima gota de sangue do Seu coração. Nos é dito que quando o coração está quebrado, o sangue começa a se desintegrar, por isso sai como sangue e água.” Stephen Kaung
“O Pai O moeu (Isaías 53) e do Seu lado, tomou algo – sangue para a remissão de nossos pecados, água que é Sua vida derramada por nós. Este é material para a edificação da igreja.”
Romanos 6:6 “sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado.”
4ª O que é a minha Cruz? ... vs. 24 a 26
Minhas escolhas pelo Senhor que expressem Seu PADRÃO e Seu propósito. Isso é a nossa Cruz do dia a dia (Lc 9:23) – dependemos dEle para expressarmos Sua vontade em nós (Rom 12:1 e 2)
5ª O que é o Reino de Deus? ...vs. 27 e 28
O Reino de Deus é o domínio de Deus, porém traz o Seu padrão, a Igreja está dentro do domínio do Reino de Deus, e deve expressar o Seu padrão, O Reino começa dentro de nós (Lucas 17:20-21) ) e se expande de tal forma que pode ser visto e manifestado na igreja e As porta do Inferno não prevalecem contra Ela. O Reino de Deus será totalmente manifestado na volta de Jesus. (vs. 27 e 28)
Conclusão:
Receber do Espírito Santo graça para conhecer e reter estas 5 revelações, transformará a nossa vida, de sua família, da igreja e consequentemente da sociedade em nossa volta.
Busque ao Senhor com intensidade, busque sozinho (Leia a Bíblia, buscando conhecê-Lo em cada leitura; Ore, procurando ouvi-Lo, Adore ao Senhor – por que Ele procura Adoradores que o Adorem em Espírito e em Verdade)
Busque coletivamente: participe da igreja, de sua comunidade cristã, traga seus pães e peixes, mas deixe o Senhor multiplicar, SIRVA ao SENHOR com intensidade, creia que ELE é quem te retribuirá, faça tudo por ELE.
Mateus 6:33 - “Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.”
Autor: Nelson Cardoso de Carvalho
Musica; Apenas uma Serva
Conforme já disse em noutra conexão, temos de interromper determinados maus hábitos que têm penetrado a vida de nossas igrejas e se transformado em uma tirania. Já me referi à forma rígida do culto e às pessoas que se dispõe a brincar com a verdade e tentam muda-la, mas resistem a qualquer tentativa de alteração na ordem do culto e nessa rígida forma. Portanto, sugiro que é chegado o tempo de fazermos a seguinte pergunta: por que é necessária toda esta ênfase sobre a música? Por que a música é tão importante? Enfrentemos esta questão; e, por certo, à medida que fizermos isso, chegaremos a conclusão de que aquilo que devemos buscar e almejar é uma congregação de pessoas que entoam juntas louvores a Deus; e que a verdadeira função dos instrumentos é acompanha-las. Compete-lhes aos instrumentos e à música serem um acompanhamento, e não um ditador, nunca devemos permitir-lhes ocupar esta posição, eles devem sempre serem subservientes.
Portanto, eu diria como regra geral: conserve a música em seu devido lugar. Ela é uma criada, uma serva; não lhe devemos permitir que domine ou controle as coisas, em nenhum sentido.
Autor: Martyn Loyd-Jones
domingo, 30 de junho de 2019
O Ministério e a Autoridade do Espírito Santo
O Espírito Santo é como uma pomba que anseia por descansar no Seu ninho. Mas Ele também é tímido e pode ser facilmente afugentado. Seus métodos são sempre persuasivos e não forçados. Ele pode ser entristecido como o coração terno de um pai e pode ser apagado como uma chama de fogo. Ele é tolerante para com as nossas criancices e erros de julgamento, mas não pode tolerar um espírito indisposto. A desobediência praticamente O afugenta.
E se Ele vê homens e mulheres não espirituais na responsabilidade da igreja Ele fica ou Se retira? As igrejas que recusaram a pregação de George Whitefield permanecem estéreis até o dia de hoje. O contrário é verdadeiro: “Esta palavra agradou toda a multidão”. Estevão foi o primeiro a ser escolhido depois de Filipe. Estevão foi o primeiro mártir e Filipe o primeiro evangelista. Estevão impressionou Saulo de Tarso, e Filipe levou a benção pentecostal a Samaria e através do eunuco ele introduziu o evangelho na África e levou o evangelho a Cesaréia (Atos 8:40) e preparando o caminho para Pedro abrir a porta aos gentios.
A palavra apóstolos enfatizou o caráter espiritual dos oficiais da igreja e “agradou à multidão”. Eles deviam:
(1) Ser de boa reputação – perante os de fora;
(2) Ser cheios de sabedoria – em relação a eles próprios;
(3) Ser cheios do Espírito Santo – com relação a Deus.
Logo depois da escolha dos sete homens foi registrado: “E a palavra de Deus crescia e o numero dos discípulos se multiplicava” (Atos 6:7,8). Você acha que não existe ligação aqui? Está enganado. Havendo homens espirituais, o Espírito Santo pode operar sem impedimento. “As leis do Reino são mais imutáveis do que as leis dos Medos e Persas”. Só assim haverá crescimento:
(1) Da Palavra, e (2) Dos discípulos. No inicio os discípulos eram acrescentados, mas agora eles são multiplicados e grande numero de sacerdotes obedecem à fé.
A igreja forneceu diáconos do Espírito Santo e ganhou sacerdotes convertidos. Os discípulos escolheram diáconos do Espírito Santo e ganharam um mártir (Estevão) e um evangelista (Filipe). Eles foram escolhidos para servir às mesas (Atos 7:55). O ultimo desafio de Estevão aos seus perseguidores foi: “Vós sempre resistis ao Espírito Santo”. Eles resistiram a Estevão e ao Espírito Santo que era pleno nele.
Selecionado por Delcio Meireles
terça-feira, 25 de junho de 2019
Zeloso!
O zelo é o que extrai a força vital das continuas operações do Espírito Santo na alma, o que conhecemos como o Fruto do Espírito. Se a nossa vida interior diminuir, se o nosso coração bater lentamente diante de Deus, nós não conheceremos o zelo; mas se tudo o que há no interior se fortalecer através do zelo, então não deixaremos de nos sentir ansiosos em ver o reino de Cristo vir, e Sua vontade se cumprir na terra, assim como ela é no céu.
Um profundo sentimento de gratidão irá nutrir o zelo cristão. Olhando para o profundo poço de onde fomos tirados, encontraremos abundantes razões do porque devemos nos consumir e nos consumir por Cristo. O zelo é também estimulado através do meditar na eternidade futura. Sendo zelosos será como se olhássemos para baixo, para as chamas do inferno com os olhos cheios de lágrimas, sem conseguir nem mesmo cochilar, é como olharmos para cima com ansiedade para as glórias do céu, e não conseguirmos nos conter. É como sentir que o tempo é curto comparado ao trabalho a ser realizado, e apesar disso consagrar tudo o que se tem à causa do Senhor. O zelo é sempre fortalecido pela lembrança do exemplo de Cristo. Ele foi revestido de zelo como um manto. Quão rápidas eram as rodas dos Seus deveres que O conduziam! Ele não conheceu o que era folga pelo caminho. Provemos que somos os Seus discípulos manifestando o mesmo espírito de zelo.
Autor: C.H. Spurgeon
domingo, 16 de junho de 2019
Retendo a Fé em um Tempo de Incredulidade
“A maior questão do nosso tempo”, disse o historiador Will Durant, “não é o comunismo versus o individualismo, nem a Europa contra a América, nem mesmo o Oriente contra o Ocidente; é se os homens podem viver sem Deus”. Essa pergunta, ao que parece, será respondida em nossos próprios dias.
Por séculos, a igreja cristã tem sido o centro da civilização ocidental. A cultura, o governo, a lei e a sociedade ocidentais eram baseados em princípios explicitamente cristãos. A preocupação com o indivíduo, o compromisso com os direitos humanos e o respeito pelo bem, pelo belo e pelo verdadeiro — tudo isso decorreu das convicções cristãs e da influência da religião revelada.
Tudo isso, apressamo-nos a acrescentar, está sob ataque sério. A própria noção de certo e errado é rejeitada por grandes setores da sociedade brasileira. Onde não é rejeitada, muitas vezes é indesejada. Seguindo o exemplo do livro “Alice nos País das Maravilhas”, os secularistas modernos simplesmente declaram o errado, certo e o certo, errado.
Um novo panorama
O teólogo quaker D. Elton Trueblood certa vez descreveu a América como uma “civilização de flores cortadas”. Nossa cultura, ele argumentou, está cortada de suas raízes cristãs como uma flor cortada de seu caule. Embora a flor mantenha sua beleza por algum tempo, ela está destinada a murchar e morrer.
Quando Trueblood falou essas palavras há mais de duas décadas, a flor ainda tinha alguma cor e sinais de vida. Mas a flor há muito tempo perdeu sua vitalidade, e é hora de as pétalas caídas serem reconhecidas.
“Se Deus não existe”, argumentou Ivan Karamazov, de Fiodor Dostoiévski, “tudo é permitido”. A permissividade da sociedade brasileira moderna dificilmente pode ser exagerada, mas pode ser atribuída diretamente ao fato de homens e mulheres modernos agirem como se Deus não existisse ou fosse impotente para realizar a sua vontade.
A igreja cristã agora se encontra diante de uma nova realidade. A igreja não representa mais o núcleo central da cultura ocidental. Embora permaneçam postos avançados de influência cristã, são exceções e não a regra. Na maior parte, a igreja foi substituída pelo reinado do secularismo.
O jornal diário produz uma barreira constante que confirma o estado atual da sociedade brasileira. Esse tempo não é o primeiro a ver o horror e o mal indescritíveis, mas é o primeiro a negar qualquer base consistente para identificar o mal como mal ou o bem como bem.
A igreja fiel é, em sua maior parte, tolerada como uma voz na arena pública, mas somente enquanto não tenta exercer qualquer influência credível no estado das coisas. Se a igreja falar com veemência sobre uma questão de debate público, ela é criticada como coercitiva e desatualizada.
Um novo papel
Como a igreja pensa em si mesma ao encarar essa nova realidade?
Durante a década de 1980, era possível pensar em termos ambiciosos sobre a igreja como a vanguarda de uma maioria moral. Essa confiança tem sido seriamente abalada pelos acontecimentos da última década.
Um pequeno progresso em direção ao restabelecimento de um centro de gravidade moral podia ser detectado. Contudo, a cultura mudou rapidamente para um abandono mais completo de toda convicção moral.
A igreja confessional agora deve estar disposta a ser uma minoria moral, se é isso que os tempos exigem. A igreja não tem o direito de seguir o canto da sereia secular em direção ao revisionismo moral e posições politicamente corretas sobre os problemas atuais.
Qualquer que seja a questão, a igreja deve falar como a igreja, ou seja, como a comunidade dos caídos, mas redimidos, que estão sob a autoridade divina. A preocupação da igreja não é conhecer a sua própria mente, mas conhecer e seguir a mente de Deus. As convicções da igreja não devem emergir das cinzas de nossa própria sabedoria caída, mas da Palavra autoritativa de Deus, que revela a sabedoria de Deus e os seus mandamentos.
A igreja deve ser uma comunidade de caráter; e o caráter de um povo que está sob a autoridade do Deus soberano do universo inevitavelmente estará em desacordo com uma cultura de incredulidade.
Um antigo chamado
A igreja enfrenta uma nova situação. Esse novo contexto é tão atual quanto o jornal da manhã e tão antigo quanto as primeiras igrejas cristãs em Corinto, Éfeso, Laodicéia e Roma. A eternidade registrará se a igreja está disposta a se submeter apenas à autoridade de Deus ou se a igreja perderá o seu chamado para servir a deuses menores.
A igreja deve despertar para o seu status de minoria moral e se apegar ao evangelho que nos foi confiado para ser pregado. Ao fazê-lo, as fontes profundas da verdade eterna revelarão que a igreja é um oásis vivificante em meio ao deserto moral do mundo.
Autor: Albert Mohler Jr
Extraído do blog Voltemos ao Evangelho do Ministério Fiel
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Albert Mohler Jr. é reconhecido como um dos líderes mais influentes dos Estados Unidos pelas revistas Time e Christianity Today. Possui um programa no rádio que é transmitido em mais de 80 estações em todo o país. É presidente da escola mais importante da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, a Southern Baptist Theological Seminary.
Pais, Atenção às Práticas Espirituais dos Filhos
Mas, apesar de colocarmos a nossa esperança em relação aos nossos filhos em Deus, não em nosso treinamento, reconhecemos como esse provérbio nos ensina a treinar seriamente os nossos filhos — tanto para onde guiá-los quanto também para pastorearmos os seus corações. E parte desse pastoreio e orientação inclui o efeito de uma cultura familiar.
Em um novo estudo LifeWay Research entrevistou 2.000 protestantes e não-denominacionais que iam à igreja pelo menos uma vez por mês e têm filhos adultos entre 18 a 30 anos. O objetivo do projeto era descobrir quais práticas dos pais eram comuns nas famílias onde os jovens adultos permaneciam na fé. O que afetou o desenvolvimento moral e espiritual deles? Quais os fatores que se destacavam?
Vocês podem esperar que os cultos de adoração familiar desempenham um papel importante, ou o simples hábito de comer em torno da mesa. Talvez vocês esperariam que uma criança que frequentou uma escola cristã fosse mais tendente a seguir Jesus do que uma criança que estudou em escola pública. Todos têm ideias sobre quais práticas são positivas para crianças.
A pesquisa indicou que as crianças que permaneceram fiéis como jovens adultos (se identificando como cristãos, compartilhando a sua fé, permanecendo na igreja, lendo a Bíblia e assim por diante) cresceram em lares onde certas práticas estavam presentes.
Leitura bíblica
O maior fator foi a leitura da Bíblia. Crianças que liam regularmente a Bíblia enquanto cresciam eram mais propensas a ter uma vida espiritual vibrante quando se tornaram adultos. Essa estatística não me surpreende. A Palavra de Deus é poderosa. A Bíblia revela a grande história de nosso mundo e nos ajuda a interpretar as nossas vidas e a tomar decisões no âmbito de uma cosmovisão bíblica. A leitura da Bíblia é um constante lembrete de que vivemos como seguidores de Deus. Nosso Rei falou. Ele reina sobre nós. Nós desejamos andar em seus caminhos.
Oração e serviço
Mais dois fatores seguem bem atrás: oração e serviço na igreja. A prática da oração não foi especificada, se era privada ou congregacional, antes das refeições ou antes da hora de dormir, ou pela manhã. Porém, a oração estava presente.
Observe que o fator relacionado à igreja é sobre o serviço, não apenas a frequência. Não era apenas que os pais levassem os seus filhos para a igreja (onde o “pastor profissional” poderia nutri-los espiritualmente), mas que as crianças eram incluídas e integradas na igreja através do serviço. O hábito de servir aos outros na igreja e na comunidade provavelmente formou esses jovens adultos de um modo que os impediu de se identificarem apenas como “consumidores” da igreja, mas sim como contribuintes da edificação do povo de Deus. Um pouco abaixo na lista, as viagens missionárias da igreja aparecem como outro indicador do poder do serviço ativo.
Canto de músicas cristãs
O que pode surpreender vocês é quão alto na lista estava esse fator: ouvir principalmente músicas cristãs. A música contemporânea cristã tem uma má reputação atualmente, em geral por ser mais inspiracional do que teológica (embora eu acredite que este estereótipo não é verdadeiro em todos os casos). Ainda assim, não devemos descartar a verdade por trás da antiga observação de Agostinho de que nós cantamos a verdade em nossos corações. Quando cantamos juntos como congregações e quando louvamos a Deus individualmente ou cantamos músicas que fortalecem a nossa fé, enfatizamos a beleza da nossa fé. (Também foi notável descobrir abaixo na lista que ouvir principalmente música secular foi um indicador que afetou negativamente a vida espiritual).
Cultura, não programas
Há décadas, muitos cristãos têm assumido que certos programas da igreja são os fatores-chave no desenvolvimento espiritual de uma criança: escola bíblica de férias, atividades de grupos de jovens, escola dominical, e assim por diante. Mas esse estudo mostra que tais programas têm um impacto quando estão conectados a hábitos consistentes de oração, leitura bíblica, louvor e serviço. É a cultura familiar e da igreja, e o que mais importa é o fato que eles integram as crianças e os jovens em disciplinas espirituais, e não o modo como isso acontece.
Também é impressionante o impacto do exemplo dos pais em relação a lerem a Escritura, participarem de projetos de serviço, compartilharem a sua fé e pedirem perdão após pecar. Em outras palavras, quanto mais a vida cristã penitente e alegre fosse exemplificada, as crianças mais provavelmente permaneceriam na fé.
O poder da imitação e do ambiente
A pesquisa não deve ser mal utilizada de forma a transformar as crianças em “páginas em branco”. Não existe uma fórmula perfeita para pais e, como mencionei acima, ninguém deve assumir que existe uma fórmula ou método infalível para garantir o resultado de um filho crente. Não superestimem o seu poder. O Espírito Santo é quem salva, não vocês.
Contudo, também não subestimem o poder do Espírito agir através do ambiente que vocês criam para o seu lar. Existe um poder na fiel imitação cristã. As crianças são mais propensas a se arrependerem e pedirem perdão quando viram os pais fazerem isso e quando experimentaram a graça nas relações humanas. As crianças são mais propensas a aspirar ao cristianismo fiel quando veem o serviço alegre como uma virtude exemplificada no lar.
- Que tipo de cultura desejamos em nossos lares e igrejas?
- Que espaço criamos para que nossos filhos floresçam?
- Como enraizamos nossas famílias na Palavra de Deus?
- Como estamos exemplificando a oração e o arrependimento?
- Como a fidelidade é demonstrada em nosso lar?
- Quais são as músicas que estão em nossos corações e em nossos lábios?
- Como estamos cumprindo a Grande Comissão?
Façamos essas perguntas e supliquemos a Deus que opere em nós e através de nós, para a sua glória e para o bem de nossas famílias.
Autor: Trevin Wax
Extraído do Blog Voltemos ao Evangelho do Ministério Fiel
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Trevin Wax é editor das categorias Bíblia e Referência do LifeWay Christian Resources e tem servido como redator-chefe do The Gospel Project, um currículo para pequenos grupos para todas as idades, centrado no evangelho. Contribui para inúmeras publicações, incluindo The Washington Post, Religion News Science, Christianity Today e World. Trevin escreve diariamente no Kingdom People, um blog hospedado pelo The Gospel Coalition.
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