Palavras de Vida Eterna


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sábado, 13 de julho de 2019

A Vida em um Plano Mais Alto é uma Exigência

Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. - Mateus 5:39 a 41

Podemos algumas vezes ver no mundo pessoas grandes; ou, pelo menos, que aparentam ser grandes. Algumas pessoas têm um bom gênio; não discutem quando contrariadas. Outras são tão tímidas, não dizem nada, pois estão com medo. Acredito, porém, que dentro delas, elas estão tão irritadas. Suas reações são tão pequenas quanto a sua vida. Não posso, portanto, dizer que a segunda milha é suficiente em si mesma porque a segunda milha é um princípio - o princípio de transcender. A face esquerda também é um princípio - o mesmo princípio, o princípio de transcender. Somente as reações que emanam deste princípio são boas o bastante para o cristão.

Transcender significa elevar-se acima da situação. Não que simplesmente cerremos os dentes e permitamos que alguém nos bata. Não que simplesmente entreguemos com relutância a camisa a quem nos pede. Não que penosamente andemos a segunda milha porque fomos obrigados a fazê-lo. Fazer qualquer uma dessas coisas será inútil se não tivermos nos elevado acima da situação. Quem é capaz, então, de transcender? Aquele a quem o Senhor deu uma vida tão rica que quando esbofeteado, ele pode também oferecer a face esquerda. Aquele que tem a vida tão abundante que será capaz de andar duas milhas quando tiver sido obrigado a andar apenas uma. Em outras palavras, a reação cristã não é nem forçada nem medíocre.

Ouvi certa vez uma irmã dizer: “Quase perdi a calma”. Quando ela falou, parecia estar falando de uma vitória. Essa, no entanto, não foi uma reação cristã; a reação cristã genuína necessita ser mais abundante e transbordante. Precisamos ser capazes de suportar mais. Isso é que é chamado de segunda milha. Se suportamos que alguém nos trate mal, esta é a nossa face direita. Mas se tratamos extremamente bem em troca, somos mais do que vencedores diante de Deus e essa é a face esquerda. A face esquerda significa plenitude; ela significa ter mais de reserva. Novamente, a vitória cristã está sempre transbordando; ela jamais é apenas o suficiente. Um cristão tem mais que o bastante de reserva. Ele sempre transcende o que pode fazer de si mesmo. Sua vitória portanto não é forçada. Ele não necessita cerrar os dentes e usar justificadas para proteger-se. Ele vence facilmente diante do Senhor e permite que Ele o faça crescer mais e mais. Ele é sempre capaz de manifestar a graça dos filhos de Deus!

Por que então precisamos voltar a face esquerda? Assim fazendo indicamos que quando o Senhor permite que a mão do homem nos maltrate, nossa escolha é deixar que Ele aumente a Sua obra em nós, ao invés de diminuí-la. Voltamos assim a face esquerda. Mediante uma mão humana o Senhor pretende aumentar a nossa capacidade e nos fazer crescer. Essa mão humana opera apenas na face direita, mas nós acrescentamos a esquerda. A nossa reação não resiste ao que o Senhor está fazendo através do homem, como também Lhe permite intensificar a Sua obra. O Senhor lida conosco, e nós também lidamos conosco mesmos. Em outras palavras, quando as pessoas batem em nossa face direita, unimos nossas mãos às deles para bater em nós mesmos. Não nos opomos àqueles que nos batem; pelo contrário ficamos do lado deles. Achamos que um golpe não basta, acrescentamos então outro golpe.

A nossa oração é: “Que a mão do Senhor esteja sobre mim. Se perdermos tudo, não poderemos perder nada mais. Quando estivermos completamente mortos, não poderemos morrer mais uma vez. Enquanto pudermos morrer, ainda não morremos o bastante. Desde que possamos ainda perder, não perdemos o bastante. Estamos desejosos de aumentar a obra da mão do Senhor em nós, ao invés de diminuí-la”. Se formos capazes de permanecer ao lado do Senhor e tratar conosco mesmos, jamais pensaremos em nos vingar dos outros.

O nosso transcender é diante do Senhor, pois ninguém exige mais de nós do que o Senhor. O máximo que as pessoas podem exigir é a primeira milha, mas o Senhor exige a segunda milha. Não é extremamente rigoroso? O que o homem pode nos forçar a fazer está limitado à primeira milha, mas o que Lhe damos é algo mais. Acrescentamos porque o nosso transcender vem do Senhor.

Autor: Watchman Nee
Extraído do livro Não Eu, Mas Cristo

quarta-feira, 10 de julho de 2019

O espírito sem Crítica

'Não julgueis, para que não sejais julgados.' - Mateus 7.1

No que diz respeito a julgar, Jesus diz: 'Não o faça.' O cristão comum é um individuo crítico ao extremo. A critica faz parte das faculdades comuns do homem; mas, no campo espiritual, nada se consegue através da crítica.

O efeito da crítica é a destruição dos potenciais daquele que é criticado; o Espírito Santo é o único que está em condições de criticar; só Ele é capaz de mostrar o que está errado sem magoar nem ferir. É impossível entrar em comunhão com Deus quando se está com espírito crítico, pois ele nos torna duros, vingativos e cruéis, e nos deixa com a lisonjeira presunção de que somos superiores. Jesus nos diz que, como discípulos, temos que cultivar um estado de espirito que não critica. Isso não se consegue de uma vez. Evite qualquer atitude que o coloque numa posição superior.

Não há como escapar à sondagem de Jesus. Se estou vendo o argueiro em seu olho, isso significa que tenho uma trave no meu. Tudo o que vejo de errado em você, Deus o encontra em mim. Todas as vezes que julgo alguém, condeno-me a mim mesmo (ver Romanos 2.17-20). Chega de medirmos a vida dos outros. Sempre existe na vida dos outros um lado que não conhecemos. O que Deus tem que fazer é submeter-nos a uma faxina espiritual; e, depois disso, não sobra espaço algum para o orgulho. Depois que descobri o mal que existe em mim, não fosse a graça de Deus; jamais encontrei alguém que me fizesse perder as esperanças a respeito do outro. 

Autor: Oswald Chambers
Extraído do Livro Tudo Para Ele

sábado, 6 de julho de 2019

A Mente de Cristo

O que é a mente de Cristo? Se o Filho quisesse manter os seus próprios direitos, sentar no trono com Seu Pai, de ser adorado pelos anjos, de governar e reger o universo, de viver em glória e honra;
esse era o Seu direito. Mas, essa não era a mente de Cristo. A mente de Cristo era se despojar dos Seus direitos, de Sua glória, de Sua honra até mesmo de Sua onipotência. Ele estava desejoso de se despojar de tudo como Deus e Se humilhar para ser um servo, para ser um Homem. Que humilhação foi essa! Sem essa mente, a encarnação é impossível.

Paulo disse: “Tende em vós o mesmo sentimento (mente – na versão em inglês) que houve também em Cristo Jesus”. A encarnação nos lembra da humildade do nosso Senhor Jesus porque Ele se humilhou. Por esse motivo, deveríamos permitir que Sua mente estivesse em nós, a mesma mente que estava em Cristo Jesus. Naturalmente, somos orgulhosos. Não somos nada, mas achamos que somos alguma coisa. Ele é tudo e, ainda assim, considerou a Si mesmo como nada. Como precisamos aprender a lição da humildade! Como é dito na Sua Palavra: Deus dá graça ao humilde, mas resiste ao soberbo. Humildade é a mente de Cristo.

Humildade e humilhação são duas coisas distintas. Humildade é uma atitude interior; humilhação é um ato exterior. Humildade é algo que vem de dentro, voluntariamente. Humilhação é algo imposto externamente. Pelo fato de não sermos humildes, somos humilhados freqüentemente. Mas, se somos humildes, estamos além da humilhação. Há um livro chamado Além da Humilhação (The Way of the Cross – Beyond Humiliation, J.Gregory Mantle, Kingsley Press, 2004), é um livro muito bom. Se somos humildes, estamos além da humilhação. A razão pela qual nos sentimos humilhados é porque não somos humildes. Não culpemos as pessoas que nos humilham. Precisamos disso para desenvolver aquele espírito de humildade. Sempre que pensarmos na encarnação, nos lembremos da mente de Cristo.

Autor: Stephen Kaung

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