Sempre que medito na cruz de Cristo, não me torno um beato interessado apenas na minha própria pureza; o meu objetivo dominante passa a ser os interesses de Jesus Cristo. O Senhor não foi um recluso nem um asceta (Pessoa que se entrega a práticas espirituais, levando vida contemplativa com mortificação dos sentidos.); Ele não se isolou da sociedade, mas o tempo todo estava isolado dela interiormente. Não se mostrava indiferente ao que se passava ao Seu redor, mas vivia ligado a outro mundo. Na verdade, achava-se tão integrado no mundo que os religiosos de Seu tempo o acusavam de glutão e bebedor de vinho. Mas o Senhor não permitiu que nada interferisse na consagração de Suas energias espirituais às coisas de Deus.
A falsificação dessa consagração é deixar de fazer certas coisas pensando com isso armazenar poder espiritual para uso posterior, mas isso é grande engano. O Espírito de Deus tem tirado o pecado de muitas pessoas, mas ainda elas não experimentaram a liberdade nem a plenitude espiritual. O tipo de vida religiosa que vemos por aí hoje é inteiramente diferente da santidade atuante que Jesus Cristo revelava. 'Não peço que os tires do mundo e sim que os guardes do mal.' Temos que estar no mundo; mas não ser do mundo; estar isolado dele interiormente, não exteriormente.
Não devemos permitir que nada interfira na consagração de nossas energias espirituais às coisas de Deus. A consagração é a nossa parte; a santificação é a parte de Deus. Temos que tomar uma firme decisão de nos interessarmos somente por aquilo que é do interesse de Deus. A maneira certa de resolver as dúvidas que surgirem em nós é aplicar a elas a pergunta: 'Será que isto é o tipo de coisa que Jesus Cristo está interessado, ou é algo que interessa ao inimigo de Jesus?'
Autor: Oswald Chambers
Extraído do Livro Tudo para Ele. Lição do dia 27 de Novembro
Palavras de Vida Eterna
domingo, 30 de maio de 2021
A Consagração do Poder Espiritual
sexta-feira, 14 de maio de 2021
Nossas Inseguranças sobre Jesus
“Respondeu-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com o que tirar a água, e o poço é fundo...” - João 4:11
Você já disse pra si mesmo, “Eu estou impressionado com as maravilhosas verdades da palavra de Deus, mas ELE não pode esperar de mim que eu realmente viva nesse nível e trabalhe todos esses detalhes na minha vida”! Quando se trata de confrontar Jesus Cristo na base de Suas qualidades e habilidades, nossa atitude reflete uma superioridade religiosa. Nós pensamos que Seus ideais são elevados, grandiosos demais, e isso nos impressiona, mas nós acreditamos que Ele não está em contato com a realidade – que o que Ele diz, na verdade, não pode ser feito.
Cada um de nós pensa dessa forma sobre Jesus em alguma área da nossa vida. Essas dúvidas, inseguranças e incertezas sobre Jesus começam quando nós consideramos questões que desviam nosso foco do Senhor. Enquanto nós conversamos sobre nossos negócios com Ele, outros nos perguntam: “Onde você vai arrumar dinheiro suficiente para viver? Como você vai viver ou quem vai te sustentar?”. Ou elas começam dentro de nós mesmos quando nós dizemos para Jesus que nossas circunstancias são um pouco difíceis para Ele. Nós dizemos: “É fácil dizer: Confia no Senhor, mas a gente tem que viver; e, além disso, Jesus não tem com o que tirar a água – não tem meios para ser capaz de nos dar essas coisas.” E para não exibirmos um engano religioso dizemos: “Ah, eu não tenho inseguranças sobre Jesus, apenas sobre mim mesmo.” Se somos honestos, nós vamos admitir que nós nunca temos inseguranças ou dúvidas sobre nós mesmos, porque nós sabemos exatamente o que somos capazes e incapazes de fazer. Mas nós temos sim incertezas sobre Jesus. E nosso orgulho é ferido até quando nós pensamos que Ele pode fazer o que nós não podemos.
Minhas inseguranças surgem no fato de eu procurar minuciosamente descobrir como Ele fará o que disse. Minhas dúvidas saltam das profundezas de minha própria inferioridade. Se eu detecto essas inseguranças em mim, eu deveria trazê-las à luz do Senhor e confessá-las abertamente: “Senhor, eu tenho tido duvidas e incertezas sobre o Senhor. Eu não tenho confiado em Suas habilidades, mas apenas nas minhas. Eu não tenho confiado no Seu glorioso poder à parte do meu finito entendimento sobre isso.”
Autor: Oswald Chambers
terça-feira, 11 de maio de 2021
Diminuir-me Face aos Seus Desígnios
“Convém que ele cresça e que eu diminua.” – João 3.30.
Se você se tornar indispensável a outra pessoa estará fora do plano de Deus. Como obreiro, sua grande responsabilidade é a de ser amigo do Noivo. Quando você vir uma pessoa começando a se conscientizar das reivindicações de Jesus Cristo, saberá que a influência que exerceu sobre ela estava certa; e, em vez de estender a mão para poupar-lhes dificuldades, ore para que elas se tornem dez vezes mais fortes, até que não haja mais nenhum poder nem na terra nem no inferno capaz de manter essa pessoa longe de Jesus Cristo. Muitas vezes queremos tomar o lugar de Deus, interferimos e impedimos que Ele opere; dizemos: “Isto não pode acontecer.” Em vez de nos mostrarmos amigos do noivo, nossa compaixão acaba-se tornando empecilho, e aquela pessoa poderá um dia dizer: “Fulano foi um ladrão; roubou minha afeição por Jesus e eu perdi a visão que tinha Dele.”
Cuidado para não se regozijar com alguém por motivo errado; procure regozijar-se pelo motivo certo. “O amigo do noivo... muito se regozija por causa da voz do noivo. Pois esta alegria já se cumpriu em mim. Convém que Ele cresça e que diminua.” Isto é dito com alegria e não com tristeza --- finalmente eles verão o noivo! E João diz que essa é a sua grande alegria. É o total desaparecimento do obreiro, que nunca mais tornará a ser lembrado.
Fique bastante atento para ouvir a voz do noivo na vida de alguém. Não importa que confusões, que transtornos, que declínios de saúde ela possa acarretar; assim que ouvir a voz Dele, regozije-se com divina alegria. Muitas vezes, você poderá ver Jesus Cristo destroçar uma vida antes de salvá-la (cf. Mt 10.34).
Autor: Oswald Chambers
Extraído do Livro Tudo para Ele. Lição do dia 24 de Março.
quinta-feira, 31 de outubro de 2019
Fé e Bom Senso
A fé, quando se opõe ao bom senso, é fanatismo, e o bom senso, quando oposto à fé é racionalismo. A vida de fé coloca as duas coisas numa relação correta. O bom senso não é fé, e fé não é bom senso, pois um é natural e outro é espiritual; um, impulso, e outro; inspiração. Nada do que Jesus Cristo disse é bom senso, é revelação; e vai até onde o bom senso não chega. A fé tem que ser provada, para que sua realidade possa concretizar-se. “Sabemos que todas as cousas cooperam para o bem”, então, não importa o que aconteça, a operação da providência de Deus transforma a fé ideal em realidade concreta. A fé é sempre algo pessoal, já que todo o propósito de Deus é fazer com que a fé ideal se torne real em Seus filhos.
Para cada pormenor da vida de bom senso, há uma revelação acerca de Deus, pela qual podemos provar, através da experiência prática, o que acreditamos que Deus seja. A fé um princípio tremendamente ativo, que sempre coloca Jesus Cristo em primeiro lugar: “Senhor, tu disseste isso e aquilo (por exemplo, Mateus 6:33)”; parece loucura, mas vou arriscar-me baseado em Tua palavra.” Transformar a fé racional em realidade pessoal é uma luta constante, e não ocasional. Deus nos coloca em certas situações a fim de educar nossa fé, porque a natureza da fé é tornar real o seu objeto. Enquanto não conhecemos Jesus, Deus é mera abstração, não conseguimos ter fé nEle; mas, assim que ouvimos Jesus dizer: “Quem me vê a mim, vê o Pai”, temos algo que é real, e a fé não tem limites. Fé é o homem total, corretamente relacionado com Deus pelo poder do Espírito de Jesus Cristo.
Autor: Oswald Chambers
Extraído do livro Tudo Para Ele. Lição do dia 30 de Outubro
quarta-feira, 10 de julho de 2019
O espírito sem Crítica
No que diz respeito a julgar, Jesus diz: 'Não o faça.' O cristão comum é um individuo crítico ao extremo. A critica faz parte das faculdades comuns do homem; mas, no campo espiritual, nada se consegue através da crítica.
O efeito da crítica é a destruição dos potenciais daquele que é criticado; o Espírito Santo é o único que está em condições de criticar; só Ele é capaz de mostrar o que está errado sem magoar nem ferir. É impossível entrar em comunhão com Deus quando se está com espírito crítico, pois ele nos torna duros, vingativos e cruéis, e nos deixa com a lisonjeira presunção de que somos superiores. Jesus nos diz que, como discípulos, temos que cultivar um estado de espirito que não critica. Isso não se consegue de uma vez. Evite qualquer atitude que o coloque numa posição superior.
Não há como escapar à sondagem de Jesus. Se estou vendo o argueiro em seu olho, isso significa que tenho uma trave no meu. Tudo o que vejo de errado em você, Deus o encontra em mim. Todas as vezes que julgo alguém, condeno-me a mim mesmo (ver Romanos 2.17-20). Chega de medirmos a vida dos outros. Sempre existe na vida dos outros um lado que não conhecemos. O que Deus tem que fazer é submeter-nos a uma faxina espiritual; e, depois disso, não sobra espaço algum para o orgulho. Depois que descobri o mal que existe em mim, não fosse a graça de Deus; jamais encontrei alguém que me fizesse perder as esperanças a respeito do outro.
Autor: Oswald Chambers
Extraído do Livro Tudo Para Ele
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