Palavras de Vida Eterna


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segunda-feira, 24 de junho de 2019

As Três Grandes Virtudes

'Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor.' 1 Coríntios 13:13

Virtude, por definição, é força e beleza moral. Não é uma qualidade passiva admirada por espectadores como são as obras de arte em um museu. Virtude, é uma graça dinâmica exibida em milhares de atos nobres nas estradas e ruas da vida diária. Mesmo o mais comum entre nós, pode ser extraordinariamente virtuoso. De todas as grandes virtudes que podemos listar, e de fato existem muitas - as três maiores são Fé, Esperança, e Amor. É por estas três virtudes que toda a humanidade aspira, quando as três virtudes estiverem presentes e unidas em nós, seremos elevados acima das seduções e limites das coisas terrenas e nossa vida estará em sua melhor forma e resplandecerá.

Sem Fé, nossas vidas começam a diminuir com o aumento de dúvidas que nos corroem e o com o amontoar de suspeitas. Nós perdemos a inocência e a capacidade de nos maravilhar diante das coisas que se realizam como se fossem sonhos se tornando realidade. Para viver o crente deve crer. 'Meu coração não permanecerá onde dúvidas se levantam e os medos desanimam; enquanto alguns vivem onde a dúvida e o medo são abundantes; minha oração, meu objetivo, estará em um nível mais alto!'

Sem Esperança, nosso viver é devastado e a vida se torna uma névoa de pré sentimentos e desilusões, que penetram em nossa alma como o vapor de um envenenamento tóxico - nos tornando doentes, apáticos, indiferentes e cínicos.

E sem Amor, a vida é reduzida a um confinamento solitário, em uma prisão chamada Medo, onde o isolamento nos rouba a vitalidade e o vigor; e onde a amargura nos faz naufragar em todos os nossos relacionamentos.

Infeliz o homem e a mulher que estão com os corações fechados para a Fé, a Esperança e o Amor. Agora pois permanecem a fé, a esperança e o amor; e o maior destes é o amor - e digo o porque: Fé é um poder, a Esperança é uma promessa. Mas o Amor é uma Pessoa. 

Autor: James Ryle

domingo, 16 de junho de 2019

Retendo a Fé em um Tempo de Incredulidade

Cidade sobre um monte
“A maior questão do nosso tempo”, disse o historiador Will Durant, “não é o comunismo versus o individualismo, nem a Europa contra a América, nem mesmo o Oriente contra o Ocidente; é se os homens podem viver sem Deus”. Essa pergunta, ao que parece, será respondida em nossos próprios dias.

Por séculos, a igreja cristã tem sido o centro da civilização ocidental. A cultura, o governo, a lei e a sociedade ocidentais eram baseados em princípios explicitamente cristãos. A preocupação com o indivíduo, o compromisso com os direitos humanos e o respeito pelo bem, pelo belo e pelo verdadeiro — tudo isso decorreu das convicções cristãs e da influência da religião revelada.

Tudo isso, apressamo-nos a acrescentar, está sob ataque sério. A própria noção de certo e errado é rejeitada por grandes setores da sociedade brasileira. Onde não é rejeitada, muitas vezes é indesejada. Seguindo o exemplo do livro “Alice nos País das Maravilhas”, os secularistas modernos simplesmente declaram o errado, certo e o certo, errado.

Um novo panorama
O teólogo quaker D. Elton Trueblood certa vez descreveu a América como uma “civilização de flores cortadas”. Nossa cultura, ele argumentou, está cortada de suas raízes cristãs como uma flor cortada de seu caule. Embora a flor mantenha sua beleza por algum tempo, ela está destinada a murchar e morrer.

Quando Trueblood falou essas palavras há mais de duas décadas, a flor ainda tinha alguma cor e sinais de vida. Mas a flor há muito tempo perdeu sua vitalidade, e é hora de as pétalas caídas serem reconhecidas.

“Se Deus não existe”, argumentou Ivan Karamazov, de Fiodor Dostoiévski, “tudo é permitido”. A permissividade da sociedade brasileira moderna dificilmente pode ser exagerada, mas pode ser atribuída diretamente ao fato de homens e mulheres modernos agirem como se Deus não existisse ou fosse impotente para realizar a sua vontade.

A igreja cristã agora se encontra diante de uma nova realidade. A igreja não representa mais o núcleo central da cultura ocidental. Embora permaneçam postos avançados de influência cristã, são exceções e não a regra. Na maior parte, a igreja foi substituída pelo reinado do secularismo.

O jornal diário produz uma barreira constante que confirma o estado atual da sociedade brasileira. Esse tempo não é o primeiro a ver o horror e o mal indescritíveis, mas é o primeiro a negar qualquer base consistente para identificar o mal como mal ou o bem como bem.

A igreja fiel é, em sua maior parte, tolerada como uma voz na arena pública, mas somente enquanto não tenta exercer qualquer influência credível no estado das coisas. Se a igreja falar com veemência sobre uma questão de debate público, ela é criticada como coercitiva e desatualizada.

Um novo papel
Como a igreja pensa em si mesma ao encarar essa nova realidade?
Durante a década de 1980, era possível pensar em termos ambiciosos sobre a igreja como a vanguarda de uma maioria moral. Essa confiança tem sido seriamente abalada pelos acontecimentos da última década.

Um pequeno progresso em direção ao restabelecimento de um centro de gravidade moral podia ser detectado. Contudo, a cultura mudou rapidamente para um abandono mais completo de toda convicção moral.

A igreja confessional agora deve estar disposta a ser uma minoria moral, se é isso que os tempos exigem. A igreja não tem o direito de seguir o canto da sereia secular em direção ao revisionismo moral e posições politicamente corretas sobre os problemas atuais.

Qualquer que seja a questão, a igreja deve falar como a igreja, ou seja, como a comunidade dos caídos, mas redimidos, que estão sob a autoridade divina. A preocupação da igreja não é conhecer a sua própria mente, mas conhecer e seguir a mente de Deus. As convicções da igreja não devem emergir das cinzas de nossa própria sabedoria caída, mas da Palavra autoritativa de Deus, que revela a sabedoria de Deus e os seus mandamentos.

A igreja deve ser uma comunidade de caráter; e o caráter de um povo que está sob a autoridade do Deus soberano do universo inevitavelmente estará em desacordo com uma cultura de incredulidade.

Um antigo chamado
A igreja enfrenta uma nova situação. Esse novo contexto é tão atual quanto o jornal da manhã e tão antigo quanto as primeiras igrejas cristãs em Corinto, Éfeso, Laodicéia e Roma. A eternidade registrará se a igreja está disposta a se submeter apenas à autoridade de Deus ou se a igreja perderá o seu chamado para servir a deuses menores.

A igreja deve despertar para o seu status de minoria moral e se apegar ao evangelho que nos foi confiado para ser pregado. Ao fazê-lo, as fontes profundas da verdade eterna revelarão que a igreja é um oásis vivificante em meio ao deserto moral do mundo.

Autor: Albert Mohler Jr
Extraído do blog Voltemos ao Evangelho do Ministério Fiel
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Albert Mohler Jr. é reconhecido como um dos líderes mais influentes dos Estados Unidos pelas revistas Time e Christianity Today. Possui um programa no rádio que é transmitido em mais de 80 estações em todo o país. É presidente da escola mais importante da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos, a Southern Baptist Theological Seminary.

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