Palavras de Vida Eterna


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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Impossível para o Homem, Possível para Deus

Disse Jesus: “As coisas que são impossíveis aos homens, são possíveis a Deus”. (Lucas 18,27).

Esta passagem contém dois pensamentos; que no Cristianismo, a questão da salvação e do seguir a Cristo através de uma vida santa, é impossível para nós. E então, ao lado deste, está o pensamento de que o que é impossível para nós é possível a Deus.

Os dois pensamentos marcam as duas grandes lições que temos que aprender em nossa vida Cristã. Muitas vezes leva um longo tempo para aprendermos aquela primeira lição, ‘que na vida Cristã nós não podemos fazer nada', que a salvação é impossível para nós. E muitas vezes, quando aprendemos isto, não aprendemos a segunda lição que, ‘o que tem sido impossível para nós é possível para Deus'. Abençoado é aquele que aprende estas duas lições.

O aprendizado destas duas lições marca dois estágios na vida Cristã. O primeiro estágio é quando estamos tentando fazer o máximo que podemos e fracassamos, e então tentamos ainda mais duramente e fracassamos novamente, e então tentamos ainda mais e sempre fracassamos. E no entanto, muitas vezes, mesmo assim não aprendemos a lição. É impossível. Pedro gastou três anos na escola de Cristo e nunca aprendeu que ‘é impossível', até que negou seu Senhor e fugiu e chorou amargamente. Então ele aprendeu a lição que ‘para o homem é impossível' servir a Deus e a Cristo.

Olhe apenas por um momento para o que significa aprender esta lição. Primeiramente nós lutamos contra ela; então nos submetemos a ela, mas relutantemente e em desespero; e por último a aceitamos de boa vontade e regozijamo-nos nela. No começo da vida Cristã não temos a concepção dessa verdade. Fomos convertidos, temos a alegria do Senhor em nossos corações e começamos a correr a carreira e lutar o combate. Estamos seguros da vitória, pois somos determinados e sinceros, e Deus nos ajudará . No entanto, por alguma razão, muito breve, falhamos onde não esperávamos e o pecado tira o melhor de nós. Ficamos desapontados mas pensamos: ‘Eu não estava vigilante o suficiente, não fiz minhas resoluções fortes o suficiente'. E novamente prometemos, e novamente oramos, e ainda outra vez falhamos. Pensamos: ‘Não sou regenerado? Não tenho a vida de Deus em mim?'. E pensamos: ‘Sim, eu tenho Cristo para me ajudar. Eu posso viver uma vida santa'. Mas no final começamos a compreender que tal vida é impossível para nós; e há uma multidão de Cristãos que chegam a este ponto; fazemos o nosso melhor, mas nunca chegamos muito longe.

Mas, ainda assim, o Senhor nos conduz. Quando voltamos a tomar aquela palavra, ‘é impossível', em toda a sua verdade, e em desejo intenso e oração começamos a clamar a Deus: ‘Senhor, qual o significado de tudo isso. Como posso ser liberto do poder do pecado?'. Então chegamos ao estado da pessoa regenerada em Romanos 7. Ali encontramos os Cristãos tentando o melhor para viverem uma vida santa. A lei de Deus tem sido revelada a eles de modo a alcançar a profundidade dos desejos do coração, e eles ousam dizer: ‘Me deleito na lei de Deus, no tocante homem interior. O querer o bem está presente em mim. Meu coração ama a lei de Deus, e minha vontade escolheu aquela lei'. Pode um homem como este fracassar, com seu coração cheio do prazer na lei de Deus e com sua vontade determinada para fazer o que é certo? Sim. Isto é o que Romanos 7 nos ensina, mas é preciso algo mais. Não somente devo me deleitar na lei de Deus por causa do homem interior e desejar o que Deus deseja, mas preciso de uma onipotência divina para efetuar isto em mim. E isto é o que o apóstolo Paulo ensina em Filipenses 2:13: “É Deus quem opera em vós, tanto o querer como o realizar”. Note o contraste. Em Romanos 7 a pessoa regenerada diz: ‘O querer está em mim, mas o fazer descobri que não posso. Eu desejo, mas não posso realizar'. Mas em Filipenses 2, temos uma pessoa que vai mais longe, aquele que entende que quando Deus efetuou o querer renovado, Deus dará o poder para realizar o que aquele querer deseja.

Vamos receber isso como a primeira grande lição na vida espiritual: ‘É impossível para mim, meu Deus: fazer com que haja um fim da carne e todo seu poder, um fim do ego, e fazer com que minha glória seja abandonada'. Louvado seja Deus pelo divino ensinamento que nos faz incapazes!

Agora vem a segunda lição: ‘As coisas que são impossíveis para o homem são possíveis para Deus”. Eu disse um pouco atrás que há muitos que têm aprendido que ‘é impossível para o homem', mas então se dão por vencidos em impotente desespero e vivem uma vida Cristã miserável sem alegria ou firmeza ou vitória. Mas por quê? Porque não se humilham e não aprendem aquela outra lição: “Para Deus tudo é possível”.

Sua vida todos os dias é uma evidência de que Deus faz coisas impossíveis; sua vida é para que as impossibilidades sejam tornadas possíveis pelo onipotente poder de Deus. Isso é o que o Cristão precisa. Você tem um Deus onipotente que você adora, e precisa aprender a entender que você não quer um pouco do poder de Deus, mas que você quer – com reverência permita ser dito – a totalidade da onipotência de Deus para mantê-lo justo, para viver uma vida Cristã.

Todo o Cristianismo é um efetuar da onipotência de Deus. Olhe para o nascimento de Jesus. Aquilo foi um milagre do poder divino, e foi dito à Maria, “Para Deus nada é impossível”. Foi a onipotência de Deus. Olhe para a ressurreição de Cristo. Nós fomos ensinados que foi conforme a excelsa grandeza de Seu poder que Deus levantou Cristo da morte.

O Cristianismo teve seu começo na onipotência de Deus, e em toda alma deve ter sua continuação naquela onipotência. Todas as possibilidades da vida Cristã têm suas origens em uma nova percepção do poder de Cristo para operar toda a vontade de Deus em nós.

A causa da fraqueza em nossa vida Cristã é que queremos exercita-la nós mesmos, consentindo que Deus nos ajude. Isto não funciona. Devemos nos achegar em completa fraqueza e deixar Deus efetuar, e então Ele efetua, gloriosamente. Isto é o que precisamos se somos de fato obreiros de Deus.

Podemos ver nas Escrituras que quando Moisés liderou Israel para fora do Egito; quando Josué trouxe-os para a Terra Prometida; e todos os servos de Deus no Velho Testamento; todos eles contaram com a onipotência de Deus fazendo o impossível. Este Deus vive hoje, e este é o Deus de todo aquele que é Seu filho. E ainda tão freqüentemente estamos esperando Deus nos dar uma pequena ajuda, enquanto fazemos nosso melhor; ao invés de buscar compreender o que Deus quer e estar desejando dizer: ‘Eu nada posso fazer, mas Deus deve fazer e fará tudo'.

Precisamos chegar ao ponto de admitir: 'Na adoração, na obra, na santificação, na obediência a Deus, não posso fazer nada por mim mesmo. E então minha posição é de adorar o Deus onipotente e crer que Ele trabalhará em mim em todo momento'. Oh que Deus pela Sua graça possa nos mostrar que Deus temos, a que Deus temos nos confiado. Um Deus onipotente, desejando, com toda Sua onipotência, colocar-se a Si mesmo à disposição de todos os Seus filhos. Devemos tomar a lição do Senhor Jesus e dizer, ‘Amém, as coisas que são impossíveis para mim, são possíveis para Deus'.

Autor: Andrew Murray
Do livro “Absolute Surrender” (Entrega Absoluta).

domingo, 16 de junho de 2019

Conhecer em Quem Cremos

Mas o que fora curado não sabia quem era.” (João 5.13)

Os anos são curtos para os felizes e saudáveis. Mas trinta e oito anos de enfermidade devem ter se arrastado por longo espaço de tempo para esse homem infeliz e desamparado. Quando Jesus o curou por meio de uma palavra, enquanto esse homem jazia próximo ao tanque de Betesda, ele se tornou feliz e consciente de que uma mudança ocorrera. De modo semelhante, o pecador que tem sido paralisado pelo desespero por semanas e meses, e que tem suspirado por salvação, se torna bastante cônscio de que uma mudança lhe ocorre, quando o Senhor Jesus profere uma ordem de poder e lhe outorga felicidade e paz. O mal removido é tremendamente grande para que não tenhamos discernimento de que tal remoção se realizou. A vida concedida é notável demais para ser possuída e permanecer inoperante e, a mudança realizada é por demais maravilhosa para não ser observada. Apesar disso, aquele pobre homem ignorava quem era o Autor de sua cura.

Ele não conhecia a santidade daquele Ser, as obras que Ele sustentava, ou a missão que O trouxe de volta ao meio dos homens. Muita ignorância quanto ao Senhor Jesus pode restar nos corações que ainda sentem o poder do sangue dele. Não podemos condenar precipitadamente os homens por sua falta de conhecimento. Temos de crer que a salvação foi outorgada àquele em quem podemos ver a fé salvífica . O Espírito Santo torna um homem em alguém arrependido muitos antes de torná-lo santo.

Aquele que crê no que conhece, logo conhecerá mais claramente aquilo em que crê. No entanto, a ignorância é um mal. Esse pobre homem foi atormentado pelos fariseus e se mostrou incapaz de contender com eles. É bom ser capaz de enfrentar oposições, mas não podemos fazer isso, se não conhecemos bem o Senhor Jesus. Contudo, a ignorância desse homem logo foi curada, quando o Senhor o encontrou no templo. Após essa graciosa manifestação, o homem testemunhou que fora o Senhor Jesus quem o tornara sadio. Ó Senhor, se me salvaste, mostra-Te a mim, a fim de que possa falar de Ti aos filhos dos homens.

Autor: C.H. Spurgeon
Extraído do blog Voltemos ao Evangelho do Ministério Fiel

domingo, 25 de novembro de 2018

A Escolha que Confrontou Adão



Deus plantou grande número de árvores no Jardim do Éden, mas 'no meio do jardim', isto é, em um lugar de especial proeminência - plantou duas árvores: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Pense em um homem adulto, digamos, com 30 anos de idade, que não tenha senso do certo e do errado, nenhum poder para diferenciar os dois. Você não diria que o desenvolvimento desse homem estaria incompleto? Bem, Adão era exatamente assim. E Deus o colocou no jardim, dizendo: 'Ora, o jardim está cheio de árvores, cheio de frutos, e podes comer livremente do fruto de todas as árvores. Mas, no meio do jardim, há uma árvore chamada a árvore do conhecimento do bem e do mal; não deves comer dela porque, no dia em que o fizeres, certamente morrerás. Mas, lembra-te, o nome da outra árvore, no meio do jardim, é árvore da Vida'.

Qual é, pois, o significado dessas duas árvores? Adão, por assim dizer, foi criado moralmente neutro - nem pecador, nem santo, mas inocente -, e Deus colocou essas duas árvores no jardim para que ele pudesse pôr em prática a faculdade do livre arbítrio de que era dotado. Podia escolher a árvore da vida ou escolher a árvore do conhecimento do bem e do mal.

Ora, o conhecimento do bem e do mal, embora a Adão tivesse sido proibido, não é mau em si mesmo. Sem ele, Adão está limitado e não pode, por si mesmo, decidir em questões de ordem moral. O julgamento do que é certo e bom não lhe pertence, e sim a Deus; e, para Adão, a única maneira de agir diante de qualquer questão seria apresentá-la a Deus Jeová. Assim, há no jardim uma vida que depende totalmente de Deus. Essas duas árvores representam, portanto, dois princípios profundos. Simbolizam dois planos de vida: o divino e o humano. A árvore da vida é o próprio Deus, porque Deus é vida. Ele é a mais elevada expressão da vida, bem como a fonte e o alvo da vida. E o fruto, o que representa? É nosso Senhor, Jesus Cristo. Não podemos comer a árvore, mas podemos comer seu fruto. Ninguém é capaz de receber Deus como Deus, mas podemos receber o Senhor Jesus Cristo. O fruto é a parte comestível, a parte da árvore que se pode receber. Podemos assim dizer, com a devida reverência, que o Senhor Jesus Cristo é realmente Deus em forma receptível - Deus, em Cristo, pode ser recebido por nós.

Se Adão tomasse da árvore da vida, participaria da vida de Deus e, assim, se tornaria um 'filho' de Deus, no sentido de ter em si mesmo a vida derivada de Deus. Teríamos, então, a vida de Deus em união com o homem - uma raça de homens tendo em si a vida de Deus e vivendo em constante dependência de Deus para a manifestação dessa vida. Se, por outro lado, Adão se voltasse na direção contrária e tomasse do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, desenvolveria, então, sua própria humanidade de forma natural e separadamente de Deus. Como um ser auto-suficiente, ele possuiria em si mesmo o poder para formar julgamento independente, mas não teria nenhuma vida da parte de Deus.

Portanto, essas eram as alternativas que estavam diante dele. Escolhendo o caminho do Espírito, o caminho da obediência, poderia tornar-se um 'filho' de Deus, dependendo de Deus para sua vida, mas, seguindo o curso natural, ele poderia, por assim dizer, dar o toque final em si mesmo, tornando-se um ser auto-dependente, julgando e agindo independentemente de Deus. A história da humanidade é o resultado da escolha feita por Adão.

A Escolha de Adão, a Razão da Cruz 
Adão escolheu a árvore do conhecimento do bem e do mal, tomando assim uma posição de independência. Ficou sendo o que até hoje é o homem (aos seus próprios olhos): homem 'plenamente desenvolvido' que pode comandar o conhecimento, decidir por si mesmo, prosseguir ou deter-se. Desde então, tinha 'entendimento' (Gn 3:6). Mas a conseqüência para ele foi morte em vez de vida, porque a escolha que fez envolvia cumplicidade (pessoa que colabora) com Satanás e o colocou sob juízo de Deus. Foi por isso que, daí em diante, o acesso à árvore da vida teve de lhe ser proibido.

Dois planos de vida foram colocados perante Adão: o da vida divina, em dependência de Deus, e o da vida humana, com os seus recursos 'independentes'. Foi pecaminosa a escolha que Adão fez, porque assim tornou-se aliado de Satanás para frustrar o eterno propósito de Deus. Ele fez isso ao escolher desenvolver sua própria humanidade - tornar-se, talvez, um homem muito refinado e até mesmo, segundo o seu padrão, um homem 'perfeito' - independente de Deus. No entanto, o resultado foi morte, porque ele não tinha em si mesmo a vida divina imprescindível para realizar em si o propósito de Deus. Mas Adão escolheu ser 'independente', um agente do inimigo. Assim, em Adão, todos nos tornamos pecadores, dominados por Satanás, sujeitos à lei do pecado e da morte e merecendo a ira de Deus.

Vemos, assim, a razão divina da morte e da ressurreição do Senhor Jesus. Vemos, também, a razão divina da verdadeira consagração - para nos considerarmos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, e para nos apresentarmos a Deus como vivos dentre os mortos. Todos devemos ir à cruz, porque o que está em nós, por natureza, é a vida do eu, sujeita à lei do pecado. Adão escolheu uma vida própria em vez da vida divina; assim, Deus teve de juntar e eliminar tudo que estava em Adão. Nosso 'velho homem' foi crucificado. Deus incluiu-nos todos em Cristo e crucificou-O, como último Adão, aniquilando assim tudo o que pertence a Adão. Depois, Cristo ressuscitou em uma nova forma, ainda com um corpo, mas 'no Espírito' e não mais 'na carne'. O último Adão, porém, é espírito vivificante (1 Co 15:45). O Senhor Jesus agora tem um corpo ressurreto, espiritual, glorioso e, desde que não está mais na carne, pode agora ser recebido por todos. 'Quem de mim se alimenta, por mim viverá' , disse Jesus (Jo 6:57). Os judeus sentiram repugnância diante da idéia de comer Sua carne e beber Seu sangue, mas evidentemente não O poderiam receber porque literalmente Ele ainda estava na carne. Agora que Ele está no Espírito, cada um de nós pode recebê-Lo, e é por meio de participarmos da Sua vida ressurreta que somos constituídos filhos de Deus. 'A todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus (...) os quais nasceram (...) de Deus' (Jo 1:12,13).

Deus não está empenhado em reformar nossa vida. Seu alvo não consiste em aperfeiçoar essa vida porque a nossa vida situa-se em um plano totalmente errado. Nesse plano, Ele não pode conduzir o homem à glória. Ele precisa ter um novo homem, nascido de Deus, nascido de novo. A regeneração e a justificação caminham juntas.

Aquele que tem o Filho tem a vida 
Há vários planos de vida. A vida humana situa-se entre a vida dos animais inferiores e a vida de Deus. Não podemos transpor o golfo que nos separa do plano superior ou do plano inferior, e a separação que há entre nossa vida e a de Deus é infinitamente superior à que existe entre a nossa vida e a dos animais. Certa vez, na China, visitei um líder Cristão que estava de cama, doente, e quem, por causa da sua história chamarei de sr. Wong, ainda que esse não seja seu verdadeiro nome. Ele é um homem muito culto, um PhD., e alguém que era estimado em toda a China por seus altos princípios morais, e por muito tempo esteve engajado no serviço cristão. Mas ele não cria na necessidade de regeneração. Ele apenas proclamava aos homens um evangelho social de amor e boas obras.

Quando visitei o Sr. Wong, seu cachorrinho estava ao lado de sua cama, e, após ter falado com ele das coisas de Deus e da natureza de Seu trabalho em nós, apontei para o cachorrinho e perguntei qual era o seu nome. Ele me disse que seu nome era Fido. 'Fido é o seu primeiro nome ou o seu sobrenome'? Perguntei (utilizando os termos chineses para 'primeiro nome' e 'sobrenome'). 'Oh, esse é apenas o seu nome', respondeu ele. 'Você quer dizer que é apenas o seu primeiro nome? Posso chamá-lo Fido Wong'? Prossegui. 'Certamente que não'! Veio a resposta enfática. 'Mas ele vive com a sua família', retruquei. 'Por que você não o chama de Fido Wong'? Então, apontando para suas duas filhas, perguntei: 'Suas filhas não se chamam srta. Wong'? 'Sim'! 'Bem, então, por que não posso chamar seu cachorro de Mestre Wong'? O doutor riu e eu prossegui: 'Você entende onde quero chegar? Suas filhas nasceram na sua família e têm seu nome porque você comunicou vida a elas. Seu cachorro pode ser bem inteligente, bem comportado e, no geral, um cachorro notável. Mas a questão não é: ele é um cachorro mau ou bom?, mas simplesmente: ele é um cachorro? Ele não precisa ser mau para ser desqualificado de ser um membro de sua família. Ele apenas precisa ser um cachorro.

O mesmo princípio aplica-se ao seu relacionamento com Deus. A questão não é se você é homem bom, mau ou mais ou menos, mas simplesmente: É você um homem? Se sua vida está em um plano inferior ao da vida de Deus, então você não pode pertencer à família divina. Durante toda a sua vida, seu objetivo ao pregar tem sido transformar homens maus em homens bons. Mas homens em si mesmos, quer sejam maus ou bons, não podem ter qualquer relacionamento vital com Deus. Nossa única esperança como homens é receber o Filho de Deus e, quando o fazemos, Sua vida em nós nos constituirá filhos de Deus. O doutor viu a verdade e, naquele dia, tornou-se um membro da família de Deus ao receber o Filho de Deus no coração.O que hoje possuímos em Cristo é mais do que Adão perdeu. Adão era apenas um homem desenvolvido. Permaneceu naquele plano e nunca possuiu a vida de Deus. Mas nós, que recebemos o Filho de Deus, recebemos não só o perdão dos pecados, mas também recebemos a vida divina que estava representada no Jardim pela árvore da vida. Pelo novo nascimento, possuímos o que Adão perdera, pois recebemos uma vida que ele nunca teve.

Autor: Watchman Nee 
Extraído do livro 'A Vida Cristã Normal' de Watchman Nee das Edições Tesouro Aberto

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Provérbios 3

Este capítulo é um dos mais excelentes de todo o Livro, tanto pelos argumentos que nos persuadem a sermos piedosos quanto pelas direções que há nele.

1. Devemos ser constantes em nossos deveres porque esse é o caminho para sermos felizes. (Pro 3:1-4)

2. Devemos viver uma vida de dependência a Deus porque este é o caminho para permanecermos seguros. (Pro 3:5)

3. Devemos nos manter no temor do Senhor porque esse é o caminho para uma vida saudável. (Pro 3:7, Pro 3:8).

4. Devemos servir a Deus com os nossos bens porque esse é o caminho para sermos ricos. (Pro 3:9, Pro 3:10).

5. Devemos estar atentos para ouvirmos bem durante as aflições porque esse é o caminho para extrairmos o que há de bom nelas. Pro 3:11, Pro 3:12).

6. Devemos utilizar toda a nossa força para obter a sabedoria porque essa é a maneira de alcança-la e de ser alcançado por ela. (Pro 3:13-20)

7. Devemos sempre governar a nós mesmos através das leis da sabedoria, da justiça e da piedade porque este é o caminho para estarmos sempre em tranquilidade. (Pro 3:21-26)

8. Devemos fazer tudo o melhor que podemos, e não praticarmos o mal contra o nosso próximo, porque de acordo com o que o homem fizer seja de forma justa ou injusta, caridosa ou sem caridade, humilde ou orgulhosa, de acordo com o que fizerem, serão retribuídos por Deus (Pro 3:27-35). Por tudo isso que consideramos a piedade tornará o homem abençoado e abençoador.

Autor: Matthew Henry
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Provérbios 3
1  Filho meu, não te esqueças da minha instrução, e o teu coração guarde os Meus mandamentos;
2  porque eles te darão longura de dias, e anos de vida e paz.
3  Não se afastem de ti a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço, escreve-as na tábua do teu coração;
4  assim acharás favor e bom entendimento à vista de Deus e dos homens.
5  Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento.
6  Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas.
7  Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal.
8  Isso será saúde para a tua carne; e refrigério para os teus ossos.
9  Honra ao Senhor com os teus bens, e com as primícias de toda a tua renda;
10  assim se encherão de fartura os teus celeiros, e trasbordarão de mosto os teus lagares.
11  Filho meu, não rejeites a disciplina do Senhor, nem te enojes da Sua repreensão;
12  porque o Senhor repreende aquele a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem.
13  Feliz é o homem que acha Sabedoria, e o homem que adquire entendimento;
14  pois melhor é o lucro que Ela dá do que o lucro da prata, e a Sua renda do que o ouro.
15  Mais preciosa é do que as jóias, e nada do que possas desejar é comparável a Ela.
16  Longura de dias há na Sua mão direita; na Sua esquerda riquezas e honra.
17  Os Seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as Suas veredas são paz.
18  É árvore da vida para os que dEla lançam mão, e bem-aventurado é todo aquele que A retém.
19  O Senhor pela sabedoria fundou a terra; pelo entendimento estabeleceu o céu.
20  Pelo Seu conhecimento se fendem os abismos, e as nuvens destilam o orvalho.
21  Filho meu, não se apartem estas coisas dos teus olhos: guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso;
22  assim serão elas vida para a tua alma, e adorno para o teu pescoço.
23  Então andarás seguro pelo teu caminho, e não tropeçará o teu pé.
24  Quando te deitares, não temerás; sim, tu te deitarás e o teu sono será suave.
25  Não temas o pavor repentino, nem a assolação dos ímpios quando vier.
26  Porque o Senhor será a tua confiança, e guardará os teus pés de serem presos.
27  Não negues o bem a quem de direito, estando no teu poder fazê-lo.
28  Não digas ao teu próximo: Vai, e volta, amanhã to darei; tendo-o tu contigo.
29  Não maquines o mal contra o teu próximo, que habita contigo confiadamente.
30  Não contendas com um homem, sem motivo, não te havendo ele feito o mal.
31  Não tenhas inveja do homem violento, nem escolhas nenhum de seus caminhos.
32  Porque o perverso é abominação para o Senhor, mas com os retos está o seu segredo.
33  A maldição do Senhor habita na casa do ímpio, mas ele abençoa a habitação dos justos.
34  Ele escarnece dos escarnecedores, mas dá graça aos humildes.
35  Os sábios herdarão honra, mas a exaltação dos loucos se converte em ignomínia.

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