Palavras de Vida Eterna


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sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Morte e Ressurreição em Todas as Coisas

As Escrituras foram escritas por diferentes homens, todos inspirados pelo Espírito Santo. Portanto, existem estilos diferentes para cada livro, mas sempre com o mesmo tema subjacente. Eles abordam diferentes situações históricas em suas gerações, mas todos apontam para o mesmo plano eterno.

A figura central de todas as Escrituras, de Gênesis a Apocalipse, é Yeshua (Jesus), o filho de Deus e o filho de Davi (Romanos 1.3-4). Yeshua é revelado na Lei e nos Profetas como o Anjo YHVH, e nos evangelhos como o Messias.

O evento central das Escrituras é a morte e ressurreição de Yeshua. Esse evento é prenunciado na Lei e nos Profetas, e acontece de fato nos evangelhos. A morte e a ressurreição de Yeshua foram planejadas e predestinadas antes da criação do mundo (Apocalipse 13.8; 1 Pedro 1.20).

Tudo na natureza e na história reflete o tema de morte e ressurreição.

Astronomia - O ciclo da lua dura um mês, no qual a lua parece morrer e voltar à vida. A palavra hebraica para lua (chodesh) é a mesma raiz que a palavra para novo (chadash). O sol se põe todos os dias; o céu escurece e volta a clarear todas as manhãs.

Agricultura - Toda a vida vegetal cresce quando uma semente cai no chão e morre; então volta à vida para dar mais frutos. Toda a natureza sofre agora, mas será libertada e restaurada no reino de Deus (Romanos 8.19-22). O alimento que comemos, quando é um produto animal, exige que um animal vivo tenha que sacrificar sua vida para que possamos continuar a viver (Gênesis 3.21).

Artes - Nos filmes, literatura, pintura e todas as artes criativas, encontramos o tema do herói disposto a desistir de sua vida para salvar o inocente e, em seguida, fazer uma emocionante reviravolta. O artista judeu Marc Chagall fez uma série de pinturas comparando a crucificação com o Holocausto. A série de esculturas de Rick Wienecke, “A Fonte das Lágrimas”, descreve a mesma comparação (www.castingseeds.com). Até a série de bruxaria, do Harry Potter, tem o herói sacrificando sua vida para salvar seus amigos na Cruz do Rei e depois sendo ressuscitado dos mortos.

Corpo físico - Deus projetou nosso corpo para deitar em meio a escuridão sem se mover por várias horas todas as noites e depois se levantar novamente ao amanhecer, como se voltasse à vida. A primeira oração de judeus religiosos todas as manhãs compara o ato de acordar com a ressurreição.

Vida Espiritual - Todo cristão nascido de novo sabe que a fonte de seu novo nascimento e vida espiritual é identificar-se com a crucificação de Yeshua (Gálatas 2.20). Na imersão em água, a cerimônia simboliza ser enterrado e ressuscitado (Romanos 6.4). Nosso ministério ao Senhor geralmente experimenta o que é chamado de “morte e renascimento de uma visão”.

Sacerdócio Levítico - Os sacerdotes no templo ofereciam todos os dias sacrifícios de animais nos quais o animal é um símbolo do Messias morrendo como expiação por nossos pecados e depois ressuscitando dentre os mortos (Levítico 16).

A História de Israel - A nação de Israel passa por destruição, exílio, reajuntamento e restauração - tanto na história bíblica quanto na moderna. O exílio do povo judeu é comparado a uma experiência de morte (Lamentações) e à restauração da nação por meio da ressurreição (Ezequiel 37).

O paralelo da crucificação e ressurreição de Yeshua com a destruição e restauração de Israel é a chave para entender os mistérios do reino de Deus. O padrão de morte e renovação na natureza nos ajuda a entender a criação de Deus.

Muitos dos heróis das Escrituras passaram por experiências de morte e ressurreição. Isaque foi amarrado em um altar e realmente oferecido como sacrifício por seu pai. José foi simbolicamente morto por seus irmãos, jogado em um poço e depois em um calabouço e, eventualmente, ascendeu para governar a nação. Sansão passou por uma experiência de crucificação. Daniel foi jogado na cova dos leões e voltou na manhã seguinte. Jonas praticamente morreu na barriga do peixe e depois voltou à vida.

Morte e ressurreição é um tema consistente em toda a Lei, Profetas e Novo Testamento, e nos ajuda a entender o plano das Escrituras do começo ao fim.

Autor: Asher Intrater
Ministério Revive Israel

domingo, 23 de fevereiro de 2020

O Lutador Vitorioso

“Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contras os principados, contras as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef 6:12)

A carta aos Efésios não termina com o nono verso do sexto capítulo, mas continua: “No demais, fortalecei-vos no Senhor”, o que abre a nós a verdade com relação à batalha do cristão. Esta consumação da revelação nesta epístola.

Nenhum cristão verdadeiro está isento desta batalha. Aquele que plenamente possui sua herança em Cristo (Ef 1:11) e está andando dignamente (Ef 4:1) é de se esperar então que se engaje na batalha espiritual que está acontecendo nos lugares celestiais (Ef 6:12). Deus não tem lugar para um pacifista espiritual. Ele chama todo santo para as armas.

Mas Deus tem uma ordem divina que não pode ser invertida. É completamente loucura para um cristão entrar para a batalha com as hostes poderosas, sobrenaturais e Satânicas, a menos que possa dignamente passar pela prova de eficiência de Deus tão claramente delineada em Efésios 6:1 a 6:9.

Para batalhar com Satanás deve-se estar andando no Espírito. Por isso, nos convém, àqueles que se propõem serem lutadores, vigiar o nosso caminhar.

Paulo mesmo, um provado e confiante guerreiro, através de dois mandamentos nítidos adverte de dois pontos vulneráveis que abrem a Satanás o caminho da vitória pela mutilação do cristão na batalha espiritual. Então através de um terceiro mandamento ele exorta todo cristão a aperfeiçoar a sua prontidão para a batalha.

1. Não deis lugar ao Diabo. (Ef 4:27)
Dando lugar ao Diabo dá-se quartel-general a Satanás no arraial de Cristo. Isso provê a ele uma base da qual conduzir a sua campanha. Dando lugar ao Diabo faz-se de uma parte do exército de Cristo um aliado do Seu arqui-inimigo.

Dando lugar ao Diabo diminui-se o poder do homem das tropas do Senhor e rende a Satanás recursos espirituais que pertencem somente ao Capitão da nossa salvação. Isso compele Cristo a sair para a batalha em desvantagem. Isso enfraquece o poder na batalha da onipotência. Isso diminui a força de operação do sobrenatural. Dando lugar ao Diabo dividi-se a aliança e se coloca traidores e desertores no exército do Senhor.

Por isso o Diabo esta incessantemente ocupado buscando ganhar algum lugar na vida de todo lutador cristão. Ele começará com um lugar muito pequeno, qualquer coisa contanto que ganhe um apoio para os pés. Ele conhece os nossos lugares fracos. Ele se aproxima pelo nosso lado cego. Ele abre passagem onde a crosta é mais fina. Ele espera o seu tempo até que possa nos pegar de surpresa. Ele nos tenta em nossos pontos mais suscetíveis. Ele trabalha astutamente, como arqui-enganador que ele é, para nos seduzir a fazer uma associação com ele. Para o verdadeiro guerreiro espiritual ele vem muitas vezes como um genuíno anjo de luz, até mesmo apanhando alguns numa armadilha proclamando ser enviado de Deus. Ele usa qualquer método, por meio inteligente ou cruel de ganhar acesso, e faz o possível para disfarçar a sua aproximação. O que ele procura ganhar é um lugar para começar as suas atividades, para que possa minar o moral do guerreiro cristão e torná-lo incapaz de lutar.


2. E não entristeçais o Espírito Santo de Deus (Ef 4:30)
Alguém que poderia retrair-se com tremor e temor de dar lugar ao Diabo pode sem embargo estar tornando a vitória dele nas regiões celestiais possível entristecendo o Espírito Santo.

O Espírito Santo vive dentro de nós para reproduzir dentro de nós a vida vitoriosa do Cristo glorificado para que possamos ser capacitados a “permanecer”, e liberar através de nós o Seu poder sobrenatural para que estejamos aptos a “resistir”. Qualquer coisa que contenha ou restrinja o Espírito Santo de executar a Sua obra em Sua máxima capacidade favorece Satanás a derrotar o servo de Cristo.

Então o que é que em nós nos entristece o Espírito Santo? Qualquer coisa profana. Tudo o que em nós é contrário àquilo que Ele é, O entristece. Ele é o Espírito da verdade, da fé, da graça, da sabedoria, do poder, do amor, da disciplina, da santidade, portanto qualquer coisa que seja mentirosa, incrédula, desagradável, imprudente, estéril, não amável, incontrolável, profana, entristece o Espírito de Deus. Por isso, o pecado de qualquer natureza ou grau, seja aberto ou secreto, seja na carne ou no espírito, seja grosseiro ou refinado, entristece o Espírito Santo.


3. Enchei-vos do Espírito (Ef 5:18)
Este é o slogan do lutador vitorioso. São os guerreiros cheios do Espírito que vencem e derrubam as hostes Satânicas. Cheios da sabedoria do Espírito (Ef 1:17) eles discernem o ardil do diabo (Ef 6:11). Cheios do poder do Espírito (Ef 3:16) eles estão contra elas. Cheios da plenitude do Espírito (Ef 3:19) eles estão sobrenaturalmente equipados para se engajar nesta batalha entre as forças sobrenaturais do bem e do mau e sobrenaturalmente fortalecidos para se tornarem vencedores.

Portanto tomem toda a armadura de Deus, para que possam estar capacitados a permanecer firme em seu campo no dia da batalha e tendo lutado até o fim, permanecerem vencedores no campo. (Ef 6:13)


Autora: Ruth Paxon
Extraído da revista O Vencedor Junho de 2011 a Setembro de 2011 – www.editorarestauracao.com.br











terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Vitória

Vitória para mim? Sim, para você. O Calvário não fala de derrota, fala de vitória. Louve a Deus por haver a possibilidade de uma vida vitoriosa para toda alma que crer e receber a salvação de Deus e a obra consumada do Calvário. Aos olhos cegos do ímpio não regenerado a Cruz é um espetáculo de fracasso ignominioso, de fraqueza e derrota. Para a alma emancipada é a cena de vitória e triunfo sobre todo o poder do inimigo.

“Três vezes abençoado é aquele a quem é dado o instinto que pode dizer que Deus está no campo de batalha, quando Ele é o mais invisível.” 

“Está consumado”, não foi o suspiro de morte de uma vítima derrotada. Foi o grito de vitória do nosso Cristo triunfante. Ele “clamou novamente com grande voz” (Mt 24:50). Não vamos nunca esquecer de que a Sua vida não foi tirada dEle, Ele a deu da Sua própria vontade (Jo 10:18). Quando a obra que foi dada a Ele para fazer tinha sido realizada (Jo 17:4), por um ato da Sua própria vontade, Ele deu a Sua vida, “rendeu o Seu espírito” e naquele poderoso grito de vitória proclamou: “Está consumado”. A obra estava consumada, mas Ele não estava. 

“Levantado da sepultura Ele ressuscitou com um poderoso triunfo sobre os Seus inimigos. Ele ressuscitou Vitorioso do domínio das trevas e vive para sempre com os Seus santos para reinar, Ele ressuscitou, Ele ressuscitou, Aleluia! Cristo ressuscitou”. Vitória! Sim, vitória. Aquela vitória que é o direito adquirido de todo filho de Deus comprado pelo sangue, unido ao Cristo Conquistador pela fé viva. Creia-o, a vitória é para você.

Tão seguramente quanto Satanás e os poderes das trevas foram derrotados, e todas as coisas colocadas sob os pés de Cristo, quando Deus “O ressuscitou da morte e O assentou a Sua destra nos lugares celestiais, acima de todo o principado e autoridade, poder, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro” (Ef 1:20-21), estão esses poderes abaixo dos nosso pés como membros do Seu Corpo, e participantes da vitória dEle que é o nosso Cabeça. Torne-a intensamente pessoal e prática. Vitória para mim. É assim. Honraremos Aquele que a ganhou para nós pelo Seu próprio sangue e no-la dá livremente, plenamente, e agora, quando a recebermos.

Que palavra é esta: “Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum” (Lc 10:19). Não vamos mais duvidar dela, mas recebe-la, fazê-la nossa, e vivam no poder da sempre vitoriosa vida. “Isso aconteceu para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos” (2 Co 1:9). Certamente há muitos que sabem que a vitória é para eles, em Cristo, porque a palavra de Deus declara que é assim, os quais sem embargo não conseguem experimentar o seu poder em sua vida diária. Por que isso? Pode ser que o processo de receber não esteja claramente entendido. Pode haver incontável prosperidade a nossa disposição, mas do que serve se formos excluídos de recebê-la pela ignorância de como torná-la nossa. A forma de Deus para receber a vitória que Ele dá em Cristo é muito clara e tem que ser entendida, já que não há nenhuma outra forma.

É pela identificação com a pessoa do Seu Filho. O primeiro passo para a vida de vitória com Cristo sobre o trono é pela morte com o Cristo na Cruz. Abençoado é o fato de que “Ele me amou, e se deu por mim”, e para sempre nos libertou da condenação do passado. Mas quão indizivelmente precioso é aquele próximo fato. “Eu morri com Ele”. Na pessoa de Seu Filho a vida do eu que estava na mira de Deus acabou ali no Calvário. Fui crucificado com Jesus e a Cruz pôs-me em liberdade. Livre! Livre deste cruel ego, que se levantava sempre em sua impetuosidade e impaciência, sua sensibilidade e mau-humor, sua loquacidade e curiosidade, sua pressa e crueldade, seu murmúrio e lamúria, sua preocupação e descontentamento, seu espalhafato e fumaça, sua baixeza e descortesia, sua negligência e ingratidão, sua crítica e escândalo, seu orgulho e presunção, seu ódio e malícia, sua loucura e lisonja, sua vacuidade e vaidade, seu entristecimento do Espírito e arruinamento do Seu testemunho, seu impedimento da Sua obra e o desfavorecimento de Deus.

Oh abençoada liberdade, morte em Cristo, para o ego, para o pecado, para o mundo, para a Lei, para o Diabo, mas vivo em Cristo para Deus. Que revelação do Espírito é esta, quando nos deixamos conduzir para onde Deus nos colocou, na Cruz do Calvário, identificados com Ele, crucificados.

Ver pela fé a nossa velha natureza ali pendurada na pessoa do Filho de Deus, e reivindicar a vitória como nossa, e gritar com Ele: “Está consumado”. Baixar com Ele à sepultura “sepultado com Cristo”, para ver a nova criação ressuscitar e saber que estamos “assentados com Ele nos lugares celestiais, acima de todo o principado e autoridade” – é o único modo de conhecer o poder da vitória em nossa experiência, pois é dEle, e somente é nossa na medida em que somos identificados com Ele.

Nem saber sobre isso, nem cantar sobre isso, nem falar sobre isso, nem pregar sobre isso, o tornará nosso. Deve ser recebido. Descansando nos fatos da palavra segura de Deus, através de uma fé viva, tomamos o nosso lugar na identificação com Cristo na Cruz, na sepultura e no trono, e reivindicando a todo o momento Sua vida ressuscitada e vitoriosa como nossa, “para pisar todos os poderes do inimigo”, então conheceremos em nossa experiência o abençoado fato da vitória. 

Autor: B. MacCall Barbour
Extraído da revista O Vencedor Junho de 2011 a Setembro de 2011 – www.editorarestauracao.com.br

terça-feira, 26 de novembro de 2019

O Senhor Deus Onipotente Reina

O Senhor Reina; tremem os povos. Ele esta assentado acima dos querubins; comovam-se a terra. Sl 99:1. Porque convém que Ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo de Seus pés. 1 Co 15:25

Todas as coisas lhe sujeitasse abaixo dos pés. Vemos, porém, coroado de gloria e de honra aquele JESUS... Hb 2:8 e 9 - Ele é o ponto focal da nossa visão, quando olhamos para o mundo, com o seu acumulo de situações que parecem impossíveis em quase todos os países. Que os filhos de Deus não cedam ao espírito de depressão que enche a atmosfera do mundo, mas que levantem os olhos, pois a sua redenção esta próxima. A Palavra de Deus nos disse antecipadamente que todas essas coisas devem acontecer no final da era. Deus olha para a terra que Ele fez e vê mais, muito mais, do que a nossa visão finita pode captar do ataque da maré de apostasia na igreja professa, a negligência e o fraco testemunho de muitos que são realmente Seu e o terrível caos das nações. Ele vê as tentativas de Satanás de, onde não pode destruir, diluir e adulterar o Evangelho até que não seja mais o Evangelho. Mais do que isso, Ele vê que ainda mais sutilmente Satanás governa no mundo do qual usurpou a chefia, a exaltação do homem como homem, a glorificação do Adão caído e a pregação da salvação sem Deus.

Mas a mão de Deus não esta encolhida para que não possa salvar. Os Seus estão sobre o Seu cuidado e guarda especial enquanto Ele permite Satanás governar a terra para dirigi-la para o seu curso final para o desastre, para que todo o universo possa ver que Deus é Onipotente, e realmente reina. Todo o curso das eras esta culminado neste manifestado fracasso do Usurpador de governar o mundo sem Deus. Desde a primeira promessa da semente que deveria “esmagar a cabeça da serpente” Deus esteve reinando em Sua Onipotência muito longe da esfera ocupada pelos “principados e potestades”, os “príncipes das trevas deste século”, e “Ele reinará para todo o sempre.” “Jeová é Rei... não esteja nunca a terra tão inquieta”.

E, na provisão maravilhosa da Sua graça, Deus esta nesta era provando Ele mesmo que é superior ao Diabo por meio de uma criação. “um pouco menor que os anjos”. Satanás deve ser humilhado pelo homem, pelo Espírito de Deus no Homem. O próprio Deus vivendo, pelo Espírito do Seu Filho, no espírito interior dos Seus remidos, os faz “mais que vencedores”, mesmo enquanto eles andam em território atualmente ocupado pelo Príncipe Usurpador.

A batalha em oração simplesmente significa manter incessantemente o poder da obra consumada de Cristo sobre as hostes da maldade. O guerreiro de oração apóia firmemente na vitória do Calvário, na vitória consumada de Cristo sobre Satanás, até que as forças da maldade se retirem e sejam vencidas.

Possamos nós, como uma força unida àqueles que Deus revelou algo desta poderosa vitória, manejar a Espada do Espírito contras essas forças da maldade, não com um espírito de temor e depressão mas na luz da inquebrável palavra do nosso Deus dada acima, afirmada diante dos homens e dos anjos as quais asseguram o fato de que “o Senhor reina” e que “Ele deve reinar” até que todos os Seus inimigos estejam sobre os Seus pés. Aqueles que assim estão do lado do Senhor se encontrarão do lado da vitória naquele dia, embora que possam muitas vezes parecerem estar do lado que perde, quando seguem o Cordeiro no caminho que Ele traçou para eles. Alguma vitoria alguma vez se pareceu mais com derrota do que a do Calvário?

Não fique desencorajado se não ver nenhum resultado. As suas orações estão atando os poderes das trevas no reino invisível. O Espírito Santo na Igreja esta restringindo, retendo, as investidas do mal, até o Espírito Santo e o Seu templo, “e vós sois o templo” 1 Co 3:17, juntos sejam removidos desta terra. Há batalha nos céus mesmo agora, para arremessar  para baixo Satanás e as suas hostes, e as orações dos santos estão tendo efeito contras as numerosas hostes de principados e potestades nos lugares celestiais. Uma obra vital esta sendo feita pelas orações daqueles que oram em união com Cristo e pelo Seu Espírito, quando se levantam, no Vitorioso, contra o inimigo. Podem estar vindo dias quando veremos menos e menos resultado na terra para a nossa oração, dias quando tudo que a Igreja de Deus pode fazer será estar, firme no Espírito contras as forças do mal, firmes para que a vontade de Deus seja feita a qualquer preço.

Se não fossem as orações dos santos na terra, a ilegalidade não encontraria nenhum limite, mas enquanto estão na terra são o sal da terra e a luz do mundo. Por isso, quando olhamos para o mundo e vemos as convulsões da natureza, o caos das nações, e a apostasia das igrejas professas, e até mesmo as formas sutis pelas quais muitos crentes verdadeiros estão sendo desviados da simplicidade que esta em Cristo Jesus, vamos levantar a nossa cabeça e gritar “Ele é vitorioso, Satanás é um inimigo derrotado”. Toda oração iniciada pelo Espírito Santo será respondida, muito embora possa não parecer que elas façam qualquer diferença material. No reino invisível elas estão sendo acrescentadas ao incensário das orações dos santos de todas as eras diante do trono, o Intercessor Celestial as oferece a Deus em Seu próprio nome todo poderoso, e elas estão ajudando nas consumações dos propósitos de Deus para esta era.

Autora:  Sra M. Wanzer
Extraído da revista O Vencedor Junho de 2011 a Setembro de 2011 – www.editorarestauracao.com.br 

sábado, 13 de julho de 2019

A Vida em um Plano Mais Alto é uma Exigência

Eu, porém, vos digo: não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra; e, ao que quer demandar contigo e tirar-te a túnica, deixa-lhe também a capa. Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas. - Mateus 5:39 a 41

Podemos algumas vezes ver no mundo pessoas grandes; ou, pelo menos, que aparentam ser grandes. Algumas pessoas têm um bom gênio; não discutem quando contrariadas. Outras são tão tímidas, não dizem nada, pois estão com medo. Acredito, porém, que dentro delas, elas estão tão irritadas. Suas reações são tão pequenas quanto a sua vida. Não posso, portanto, dizer que a segunda milha é suficiente em si mesma porque a segunda milha é um princípio - o princípio de transcender. A face esquerda também é um princípio - o mesmo princípio, o princípio de transcender. Somente as reações que emanam deste princípio são boas o bastante para o cristão.

Transcender significa elevar-se acima da situação. Não que simplesmente cerremos os dentes e permitamos que alguém nos bata. Não que simplesmente entreguemos com relutância a camisa a quem nos pede. Não que penosamente andemos a segunda milha porque fomos obrigados a fazê-lo. Fazer qualquer uma dessas coisas será inútil se não tivermos nos elevado acima da situação. Quem é capaz, então, de transcender? Aquele a quem o Senhor deu uma vida tão rica que quando esbofeteado, ele pode também oferecer a face esquerda. Aquele que tem a vida tão abundante que será capaz de andar duas milhas quando tiver sido obrigado a andar apenas uma. Em outras palavras, a reação cristã não é nem forçada nem medíocre.

Ouvi certa vez uma irmã dizer: “Quase perdi a calma”. Quando ela falou, parecia estar falando de uma vitória. Essa, no entanto, não foi uma reação cristã; a reação cristã genuína necessita ser mais abundante e transbordante. Precisamos ser capazes de suportar mais. Isso é que é chamado de segunda milha. Se suportamos que alguém nos trate mal, esta é a nossa face direita. Mas se tratamos extremamente bem em troca, somos mais do que vencedores diante de Deus e essa é a face esquerda. A face esquerda significa plenitude; ela significa ter mais de reserva. Novamente, a vitória cristã está sempre transbordando; ela jamais é apenas o suficiente. Um cristão tem mais que o bastante de reserva. Ele sempre transcende o que pode fazer de si mesmo. Sua vitória portanto não é forçada. Ele não necessita cerrar os dentes e usar justificadas para proteger-se. Ele vence facilmente diante do Senhor e permite que Ele o faça crescer mais e mais. Ele é sempre capaz de manifestar a graça dos filhos de Deus!

Por que então precisamos voltar a face esquerda? Assim fazendo indicamos que quando o Senhor permite que a mão do homem nos maltrate, nossa escolha é deixar que Ele aumente a Sua obra em nós, ao invés de diminuí-la. Voltamos assim a face esquerda. Mediante uma mão humana o Senhor pretende aumentar a nossa capacidade e nos fazer crescer. Essa mão humana opera apenas na face direita, mas nós acrescentamos a esquerda. A nossa reação não resiste ao que o Senhor está fazendo através do homem, como também Lhe permite intensificar a Sua obra. O Senhor lida conosco, e nós também lidamos conosco mesmos. Em outras palavras, quando as pessoas batem em nossa face direita, unimos nossas mãos às deles para bater em nós mesmos. Não nos opomos àqueles que nos batem; pelo contrário ficamos do lado deles. Achamos que um golpe não basta, acrescentamos então outro golpe.

A nossa oração é: “Que a mão do Senhor esteja sobre mim. Se perdermos tudo, não poderemos perder nada mais. Quando estivermos completamente mortos, não poderemos morrer mais uma vez. Enquanto pudermos morrer, ainda não morremos o bastante. Desde que possamos ainda perder, não perdemos o bastante. Estamos desejosos de aumentar a obra da mão do Senhor em nós, ao invés de diminuí-la”. Se formos capazes de permanecer ao lado do Senhor e tratar conosco mesmos, jamais pensaremos em nos vingar dos outros.

O nosso transcender é diante do Senhor, pois ninguém exige mais de nós do que o Senhor. O máximo que as pessoas podem exigir é a primeira milha, mas o Senhor exige a segunda milha. Não é extremamente rigoroso? O que o homem pode nos forçar a fazer está limitado à primeira milha, mas o que Lhe damos é algo mais. Acrescentamos porque o nosso transcender vem do Senhor.

Autor: Watchman Nee
Extraído do livro Não Eu, Mas Cristo

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